Doze pessoas morrem no Líbano em novos bombardeamentos de Israel
Pelo menos doze pessoas morreram hoje no Líbano em novos bombardeamentos do Exército de Israel contra o sul do país, apesar do cessar-fogo em vigor desde meados de abril e recentemente prorrogado após conversações mediadas pelos Estados Unidos.
Segundo as informações recolhidas pela agência estatal libanesa de notícias, NNA, pelo menos seis pessoas, incluindo várias crianças, morreram num ataque contra uma residência em Deir Qanun al Nahr, no distrito de Tiro, embora este balanço possa aumentar, pois as equipas de resgate continuam a remover escombros e a procurar desaparecidos.
Além disso, um bombardeamento contra uma residência em Nabatié, também no sul do Líbano, deixou pelo menos quatro vítimas mortais e outras duas em ataques separados contra Frun e Haruf, respetivamente, sem que o Exército israelita se tenha pronunciado até agora sobre esta operação.
Da mesma forma, o Exército de Israel emitiu novas ordens de retirada das populações de doze localidades situadas no sul do Líbano antecipando novos bombardeamentos, medidas que afetam Tura, Nabatiye al Tahta, Habush, Al Bazuriyé, Tair Deba, Kafr Huna, Ain Qana, Lubaya, Jibshit, Al Shihabiyé, Burj al Shamali e Humin al Fauqa.
"A violação do acordo de cessar-fogo por parte do grupo terrorista Hezbollah obriga o Exército a agir com força contra ele", afirmou o porta-voz em árabe do Exército israelita, Avichai Adrai, antes de pedir aos residentes que se afastem "imediatamente" destas localidades para uma distância "não inferior a mil metros".
"Todo aquele que se encontrar perto de elementos do Hezbollah, das suas instalações e dos seus meios de combate coloca a sua vida em perigo", concluiu Adrai numa mensagem nas redes sociais, em linha com dezenas de advertências semelhantes emitidas nos últimos meses antes de ataques aéreos contra os pontos indicados nas ordens de retirada.
Os ataques de Israel ao Líbano em grande escala recomeçaram a 02 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel como resposta ao assassinato do líder supremo do Irão, o aiatola Ali Khamenei, país que apoia aquele movimento, na ofensiva lançada a 28 de fevereiro por Israel e Estados Unidos contra o país asiático.
As forças israelitas desencadearam uma nova ofensiva de grande escala e invasão terrestre do Líbano, com cerca de 3.000 mortos desde então.
Em novembro de 2024 Israel e o Líbano acordaram um cessar-fogo após treze meses de combates consecutivos como reposta aos ataques do Hezbollah em território israelita a 07 de outubro de 2023.
Embora, mesmo durante o acordo Israel tivesse continuado a lançar bombardeamentos frequentes contra o país e mantivesse a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, entre denúncias de Beirute e do grupo sobre estas ações.