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Madeira

Mais de 14 milhões de euros reforçam aposta em Santana

Governo Regional soma investimentos em saúde, turismo e economia e prevê mais de 10 milhões/ano com o Golfe do Faial

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Foto Helder Santos/ASPRESS

O secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, afirmou esta segunda-feira que Santana deve assumir um papel central no desenvolvimento económico da costa norte da Madeira, através de um conjunto de medidas fiscais, apoios ao investimento e projectos estruturantes que somam mais de 14 milhões de euros em investimentos públicos e privados.

Na intervenção que encerra os discursos no âmbito das comemorações do 191.º aniversário do concelho, sublinhou que o objectivo passa por “fixar pessoas, criar emprego qualificado e diversificar a economia local, para tornar Santana um lugar onde se vive e se trabalha com dignidade e esperança”.

O governante destacou o concelho como “um território de excepcional valor ambiental, cultural e humano”, sublinhando o potencial das suas características naturais e identitárias.

No plano fiscal, referiu o desagravamento do IRC regional, incluindo a taxa especial de 8,75% para a costa norte e Porto Santo, que considera tornar o território “especialmente competitivo para as empresas que se queiram instalar”.

Apontou ainda o reforço dos apoios às empresas no Orçamento Regional para 2026, com linhas de crédito, incentivos e instrumentos de apoio às PME.

Segundo indicou, Santana regista já 13 projectos no Sistema de Incentivos ao Funcionamento 2030, com investimento superior a 1 milhão de euros, e uma taxa de ocupação de 54% no Parque Empresarial.

Entre os investimentos, destacou o Campo de Golfe do Faial, com previsão de 780 postos de trabalho e impacto económico anual de 10 milhões de euros.

Na saúde, anunciou a reabilitação do Centro de Saúde de Santana, num investimento de 3,2 milhões de euros, e a transformação da Escola de São Jorge em lar a curto prazo.

Referiu ainda o estacionamento nas Queimadas, a requalificação do Centro de Ovinocultura e o potencial de sectores como turismo, agricultura e energias renováveis.

Antes de concluir esta primeira parte da intervenção, destacou a acessibilidade como prioridade, referindo que “o Governo Regional negociou com o Estado a inclusão da obra de ligação viária do Arco à Boaventura no Plano de Transformação, Recuperação e Resiliência (PTRR)”.