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Madeira

Bloco de Esquerda alerta para impacto das alterações da lei laboral

Dina Letra, coordenadora regional, apela à greve geral marcada para o dia 3 de Junho

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Foto DR

A coordenadora regional do Bloco de Esquerda na Madeira, Dina Letra, afirmou este sábado, numa iniciativa política realizada junto ao Mercado dos Lavradores, que as alterações à lei laboral em discussão representam um “impacto muito grande na vida das pessoas” e apelou à participação na greve geral convocada para 3 de Junho.

Segundo a dirigente, as mudanças propostas terão efeitos em várias profissões e sectores, defendendo que não se trata apenas de uma questão laboral, mas com reflexos na vida privada dos trabalhadores. “A vida de toda a gente irá, certamente, ficar muito pior do que está previsto nestas alterações à lei laboral que o Governo da PSD e da direita querem impor a toda a classe trabalhadora”, afirmou.

Dina Letra considerou que as alterações em causa representam uma desvalorização do trabalho e dos salários, apontando em particular o regime de banco de horas.“Há uma desvalorização do trabalho, porque há uma desvalorização igualmente do salário. E essa desvalorização acontece precisamente pelo banco de horas, que irá retirar salário. Trabalharemos mais tempo, até às 50 horas por semana, por menos salário”, referiu.

A coordenadora regional do BE alertou ainda para mudanças no âmbito do direito do trabalho, nomeadamente em matérias relacionadas com despedimentos e reintegração, bem como na área da parentalidade.

Há um ataque ao direito do trabalho, que é um direito constitucional, porque o que está aqui também em questão é a perda da hipótese de um trabalhador que é despedido por justa causa e que o tribunal dá razão de ser reintegrado na empresa Dina Letra

Dina Letra afirmou também que as propostas em discussão terão impacto em direitos associados à maternidade, família e proteção de crianças, referindo ainda o recurso ao outsourcing como factor de precarização laboral e, na ocasião, defendeu que as alterações “não irão traduzir-se em melhores salários” e acusou o Governo PSD, com apoio do Chega e da Iniciativa Liberal, de promover um “ataque ao direito do trabalho”.

Neste sentido, deixou um apelo à mobilização para a greve geral de 3 de Junho, defendendo que a participação dos trabalhadores é essencial.