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Comunidades Madeira

Comunidade venezuelana na Região "está estável" e integra-se no mercado de trabalho

Ana Cristina, da VENECOM, aponta dificuldades na língua e na integração, mas sublinha evolução positiva e presença de cerca de 3 mil venezuelanos na Região

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Foto DR

A comunidade venezuelana residente na Madeira encontra-se actualmente numa fase de estabilidade, depois de um período de forte crescimento migratório registado em 2016, com cerca de dois mil cidadãos num curto espaço de tempo. A garantia foi deixada por Ana Cristina, da Associação da Comunidade de Imigrantes Venezuelanos na Madeira (VENECOM), que aponta também uma tendência recente de regresso pontual à Venezuela, embora sem expressão significativa.

“Neste momento o número está estável”, referiu, sublinhando que a fase de maior chegada ocorreu há cerca de uma década, associada à crise no país sul-americano. Actualmente, estima-se que a comunidade venezuelana na Região ronde as três mil pessoas, incluindo lusodescendentes. Entre as principais dificuldades sentidas pelos imigrantes, Ana Cristina destacou a aprendizagem da língua portuguesa, apesar da proximidade linguística. “As palavras são muitas vezes iguais, mas a pronúncia dificulta a aprendizagem”, explicou. A responsável referiu ainda desafios ao nível da integração social, nomeadamente percepções de concorrência laboral por parte da população local, sobretudo após a chegada de um número elevado de pessoas num curto período.

Ainda assim, sublinhou que a integração tem vindo a melhorar de forma consistente, sobretudo no plano profissional. “A nível laboral, a comunidade está bem integrada, trabalha e procura cada vez mais cursos de língua portuguesa”, afirmou.

Sobre os regressos à Venezuela, explicou que o que está em causa são  movimentos residuais, motivados sobretudo por razões pessoais e de adaptação, principalmente após detenção de Nicolas Maduro, em Janeiro deste ano.  A dirigente associativa destacou além disso que a comunidade permanece expectante quanto à evolução da situação política e social no país de origem, embora sem sinais de um regresso em larga escala. “Há esperança de mudança, mas neste momento não estamos a falar de um regresso significativo”, concluiu.