Governo Regional destaca que Madeira regista segunda maior descida do desemprego do País em Abril
A Região Autónoma da Madeira voltou a destacar-se no panorama nacional do emprego. Em Abril de 2026, o desemprego registado na ilha diminuiu 12,9% face ao mesmo mês do ano anterior, a segunda maior descida a nível nacional, apenas superada pela região Norte, que registou uma queda de 13,1%. Os dados são do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), conforme refere através de comunicado a Secretaria Regional da Inclusão e Juventude.
Comparando com Março de 2026, a Madeira acompanhou igualmente a tendência nacional de redução do desemprego, consolidando o que as autoridades regionais descrevem como um ciclo de dinamismo económico e estabilidade laboral.
Um dos indicadores mais expressivos deste mês prende-se com a diminuição da inscrição de novos desempregados. Em Abril, a procura de emprego na Região caiu 17,5% face ao mês anterior, a descida mais acentuada de todo o País. Em termos homólogos, a redução foi de 6,9%.
No que respeita às ofertas de emprego, verificou-se uma diminuição generalizada em Portugal, tendência associada à entrada no segundo trimestre do ano. Ainda assim, a Madeira revelou-se particularmente resiliente, registando apenas uma queda de 7,1% nas ofertas face ao período homólogo, aliás, a menor redução entre todas as regiões, à excepção do Centro, única zona que cresceu neste indicador, impulsionada pelas obras de reconstrução após os temporais que afetaram aquela região no início do ano.
Para a secretária regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, "estes indicadores confirmam que a Madeira continua a viver um momento histórico ao nível do emprego, posicionando-se no pelotão da frente das regiões com melhor desempenho laboral do País". A governante acrescenta que "a redução consistente do desemprego, associada à diminuição da entrada de novos desempregados, demonstra a robustez do mercado de trabalho regional e a capacidade da economia madeirense para gerar oportunidades e fixar trabalhadores".
O presidente do Instituto do Emprego da Madeira (IEM), Pedro Gouveia, alerta, porém, para os novos desafios que este contexto coloca. "A Região atravessa um período de desemprego anormalmente baixo, realidade que obriga também a novos desafios, nomeadamente ao nível da qualificação, da captação de talento e da renovação geracional da população ativa", afirmou. Gouveia destacou ainda que os resultados são fruto de "uma conjugação de factores positivos", incluindo as políticas públicas do Governo Regional e "o contributo decisivo dos trabalhadores madeirenses e, sobretudo, da iniciativa privada regional".
Paula Margarido sublinhou que "não existe crescimento económico sustentável sem empresas fortes, mas também não existe desenvolvimento sem trabalhadores qualificados, empenhados e capazes de responder aos desafios de uma economia em transformação". A secretária considera que o momento positivo que a Região atravessa "é também resultado de uma forte articulação entre investimento privado, estabilidade social, políticas públicas orientadas para a empregabilidade e capacidade de adaptação dos agentes económicos", e que "o desafio passa agora por consolidar estes indicadores, continuar a valorizar os salários, qualificar recursos humanos e criar condições para fixar jovens e talento na Madeira".