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Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi hospitalizada com urgência

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A ativista e Nobel da Paz iraniana Narges Mohammadi foi transferida com urgência da prisão onde está detida para um hospital no noroeste do Irão, devido à "deterioração catastrófica" do seu estado de saúde, informou ontem a sua fundação.

Segundo a agência Associated Press (AP), a Fundação Narges Mohammadi disse que a laureada com o Prémio Nobel sofreu dois episódios de perda total de consciência e uma grave crise cardíaca.

Mohammadi desmaiou ontem de manhã duas vezes na prisão em Zanjan, no noroeste do Irão, segundo a fundação. Acredita-se que ela tenha sofrido um ataque cardíaco no final de março, de acordo com os seus advogados, que a visitaram alguns dias após o incidente. Na altura, ela parecia pálida, tinha perdido peso e precisava de uma enfermeira para a ajudar a andar.

A transferência para o hospital ocorre "após 140 dias de negligência médica sistemática", desde a sua detenção a 12 de dezembro, afirmou a fundação, acrescentando que a vida da ativista iraniana dos direitos humanos está em "perigo iminente".

A pressão arterial perigosamente elevada e a perda rápida de cerca de 20 quilos colocaram a vida de Narges Mohammadi em "perigo iminente", de acordo com um relatório da sua fundação.

Mohammadi, ativista iraniana dos direitos humanos e laureada com o Prémio Nobel, tem estado presa em vários períodos desde 2016 devido à sua oposição à pena de morte e ao uso obrigatório do véu.

Foi novamente presa depois de ter sido condenada, em 08 de fevereiro, a sete anos e meio de prisão por acusações que incluem conluio contra a segurança do Estado e propaganda.

A fundação afirmou que Mohammadi sofre de dores persistentes no peito. Além disso, apresentou pressão arterial elevada nos últimos três dias, sem responder à medicação.

Apesar da confirmação do médico legista iraniano de que ela necessita de pelo menos um mês de cuidados cardíacos especializados, os procuradores de Teerão recusaram-se a conceder uma suspensão temporária da sua pena, segundo o relatório.

Acrescentou ainda que a sua equipa de advogados, após uma visita recente, afirmou que o seu estado atingiu um ponto crítico.