Nobel da Paz de 2026 tem 287 nomeados, menos 50 que no ano passado
O Prémio Nobel da Paz 2026, cujo vencedor será anunciado em outubro, conta com 287 candidatos, incluindo 208 pessoas e 79 organizações, anunciou hoje o Comité Norueguês do Nobel, instituição responsável pela atribuição anual do galardão.
Este número representa uma descida de 51 nomeados em relação à edição anterior, que contou com 338 candidatos.
"O número de nomeações mantém-se consistentemente elevado, refletindo o forte interesse global pelo Prémio Nobel da Paz. Num mundo cada vez mais marcado por conflitos, não faltam candidatos cujo empenho e ações inovadoras apontam para um futuro mais promissor", afirmou o Comité em comunicado de imprensa.
O Comité Nobel observou que o prazo para o envio de nomeações é 31 de janeiro, embora os membros do comité possam acrescentar mais nomes na sua primeira reunião do ano, realizada a 26 de fevereiro.
De acordo com o testamento de Alfred Nobel, o magnata sueco que instituiu os prémios que têm o seu nome, professores universitários de Direito, História e Ciência Política, membros do parlamento, antigos laureados e membros de tribunais internacionais, entre outros, podem nomear candidatos ao Prémio da Paz.
A identidade dos candidatos só pode ser revelada se aqueles que indicam uma pessoa ou organização a tornarem pública, dado que o Comité Nobel Norueguês apenas publica o número total de nomeados e não confirma os nomes até 50 anos depois.
Assim, por exemplo, sabe-se que entre os nomeados deste ano estão a Relatora Especial das Nações Unidas sobre os Territórios Palestinianos Ocupados, Francesca Albanese, e o Museu do Holocausto.
O Prémio Nobel da Paz será anunciado a 09 de outubro e entregue, como todos os anos, a 10 de dezembro, data do aniversário da morte do seu fundador, numa cerimónia dupla: na Câmara Municipal de Oslo para o Prémio da Paz e na Sala de Concertos de Estocolmo para os outros cinco prémios.
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, ganhou o Prémio Nobel da Paz no ano passado "pelo seu trabalho incansável na promoção dos direitos democráticos do povo venezuelano e pela sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia", segundo o anúncio.