Madeira reforça posições no CDS Nacional
O CDS Madeira viu reforçado o seu peso institucional no CDS nacional depois do 32.º Congresso, que se realizou este fim-de-semana, em Alcobaça. A conclusão parte da estrutura regional, que elegeu representantes em todos os órgãos do partido com 8 dirigentes.
José Manuel Rodrigues foi reeleito presidente do Congresso depois de ter tido "uma actuação decisiva no processo que conduziu à unidade do partido e à reconciliação de posições entre a Juventude Popular e o CDS"-
A autonomia estratégica do CDS, em relação ao PSD, seu parceiro de coligação nos três Governos existentes em Portugal, foi o tema central do Congresso.
Melo rejeita que CDS seja muleta do PSD e garante não ter medo de ir a votos sozinho
O presidente do CDS-PP considerou hoje falsa e "profundamente injusta" a "conversa da diluição" na coligação com o PSD, rejeitando que o partido seja muleta, e garantiu que os centristas não têm medo de ir a votos sozinhos.
José Manuel Rodrigues foi o mediador das conversações entre o líder nacional, Nuno Melo, reeleito neste Congresso, e a presidente da JP, Catarina Marinho.
O CDS Madeira passa a ter na Comissão Política Nacional, para além de Rodrigues, que tem lugar por inerência, o presidente da concelhia do Funchal, Pedro Pereira, e o presidente da JP Madeira, Leandro Silva. No Conselho Nacional, foram eleitos o secretário-geral, Amílcar Figueira, a presidente da concelhia de Santa Cruz, Lídia Albornoz, e João Pedro Sousa da concelhia de São Vicente.
No Conselho de Jurisdição, foi eleito José Martinho Rodrigues, presidente da concelhia de Santana e no Conselho de Fiscalização, o vereador à Câmara do Funchal Diogo Gomes Barreto.
Os centristas madeirenses passam assim de 5 elementos para 8 eleitos nos órgãos nacionais, para além das inúmeras inerências parlamentares e autárquicas, como a deputada Sara Madalena e o presidente da Câmara de Santana, Márcio Dinarte.
O antigo líder regional, Ricardo Vieira, que participou neste Congresso, tem presença assegurada no grupo de trabalho que vai preparar o projeto de revisão constitucional do CDS.
Para além deste reforço em todos os órgãos nacionais, o CDS regional viu também inscrita na moção de estratégia, aprovada em Congresso, um conjunto de compromissos como a ampliação das Autonomia na revisão da Constituição, o cumprimento do princípio da continuidade territorial, a garantia da mobilidade dos portugueses das ilhas, a revisão da lei de finanças regionais e assunção por parte do Estado dos custos de insularidade e dos custos de soberania.