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Reunião magna do CDS arranca hoje com votação da moção dos candidatos à liderança

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FOTO JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

O 32.º Congresso do CDS arranca hoje em Alcobaça (distrito de Leiria), para escolher novos órgãos e eleger o presidente do partido, entre o atual líder, Nuno Melo, e o antigo deputado Nuno Correia da Silva.

A reunião, que vai decorrer no Panorama - Multiusos de Alcobaça, começa com intervenções dos presidentes do congresso, da concelhia e da distrital, seguindo-se a apresentação dos relatórios de atividade da secretaria-geral, da Comissão Política Nacional, do grupo parlamentar e da deputada ao Parlamento Europeu.

Depois, haverá lugar à apresentação, discussão e votação das moções de estratégia global - período no qual está previsto que o líder discurse perante o congresso - e também às setoriais e os trabalhos desse dia terminam com a apresentação, discussão e votação da proposta de alteração dos estatutos, que visam sanar o 'chumbo' do Tribunal Constitucional às duas últimas versões.

São candidatos à liderança do CDS o atual presidente e ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, e o antigo deputado Nuno Correia da Silva.

Quando apresentou a candidatura, Nuno Melo considerou ser tempo de o partido "ganhar músculo" para se tornar "mais forte e mais afirmativo".

Quando apresentou a moção que leva ao congresso, com o título "Tempo de futuro", o recandidato à liderança afirmou que esta moção consolida um caminho iniciado em 2022 e que "demonstrou o CDS como um partido fundamental numa direta que soma, mas que também é responsável, garantindo estabilidade ao serviço de Portugal".

Nuno Melo lidera o CDS-PP desde 2022, e tenta neste congresso a reeleição para o terceiro mandato. Foi deputado, líder parlamentar, vice-presidente do parlamento e eurodeputado entre 2009 e 2024. Liderou a distrital de Braga e foi vice-presidente de Paulo Portas e Assunção Cristas.

O seu opositor é Nuno Correia da Silva, que se candidata à liderança do CDS-PP com a moção global "Liberdade em movimento", defendendo que o partido "precisa de afirmação e precisa de se fazer notar", por considerar que tem existido "uma diluição" na coligação com o PSD.

Correia da Silva argumentou que se as bandeiras dos centristas "estiverem salvaguardadas dentro da coligação da AD, pois deve continuar na coligação da AD", mas não deve "sacrificar as ideias para ir para a coligação".

Esta não é a primeira vez que Nuno Correia da Silva se apresenta como candidato à liderança do CDS, nem a primeira vez que os dois se confrontam. Em 2022, apresentou uma moção de estratégia global no congresso, mas acabou por não a levar a votos.

É conselheiro nacional do CDS-PP, foi vogal da Comissão Política Nacional, vereador na Câmara de Lisboa, líder da Juventude Centrista, e deputado quando Manuel Monteiro liderava o CDS-PP, tendo integrado a sua direção.

Além das moções apresentadas pelos dois candidatos à liderança, há mais duas moções de estratégia global ao congresso, uma apresentada pela Juventude Popular (JP) a outra assinada por Hugo Gonçalves, vogal da comissão política.

A moção da JP defende que o CDS deve afirmar "um projeto político próprio", pois está "diluído no interior da coligação", e concorrer sozinho a eleições legislativas.

Além das moções globais, o congresso vai debater ainda 10 moções setoriais sobre variados temas, como educação, saúde, jogos de fortuna ou azar e jogos sociais, habitação, participação de pessoas com deficiência na política, floresta, revisão constitucional ou a Europa.

No domingo, está prevista a eleição e posse dos novos órgãos nacionais do CDS, incluindo o presidente do partido, que fará o seu discurso de consagração perante o congresso.