Rússia designa grupo punk feminista Pussy Riot como organização terrorista
A Rússia incluiu hoje o grupo punk feminista Pussy Riot na lista de organizações terroristas e extremistas, noticiou a imprensa russa.
A banda Pussy Riot, crítica da guerra na Ucrânia, foi incluída nessa lista pelo supervisor financeiro russo, Rosfinmonitoring.
Em dezembro de 2025, o grupo já tinha sido declarada como uma organização extremista por um tribunal russo.
Fundado em 2011 em Moscovo, este grupo é conhecido pelo ativismo político, especialmente pelas críticas ao Presidente russo, Vladimir Putin, e pelas ações de protesto e atuações em espaços públicos.
Alcançou fama internacional após uma 'missa punk' em 2012 contra Putin na Catedral de Cristo Redentor em Moscovo, que custou aos seus membros penas de até dois anos de prisão por vandalismo.
Em setembro passado, um tribunal russo condenou cinco membros deste grupo feminista a entre oito e treze anos de prisão à revelia por terem espalhado "informações falsas" sobre o exército russo.
A pena mais longa, 13 anos e 15 dias, foi dada a Maria Alyokhina, uma das faces mais conhecidas do coletivo russo e sua cofundadora.
Alyokhina está na lista de procurados na Rússia desde abril de 2022.