Mais mortes e casamentos em 2025, mas menos nascimentos
Dados definitivos de nados-vivos, óbitos e casamentos na Madeira no ano passado divulgados hoje pela DREM
Os dados definitivos das estatísticas demográficas da Região Autónoma da Madeira relativos a 2025, divulgados hoje pela DREM, revelam um agravamento do declínio populacional, com menos nascimentos e significativamente mais óbitos do que no ano anterior.
A Região Autónoma da Madeira fechou 2025 com um saldo natural negativo de 1.127 indivíduos, o valor mais expressivo dos últimos anos. Nasceram 1.745 crianças e morreram 2.872 pessoas — uma diferença que representa um agravamento considerável face a 2024, ano em que o saldo negativo havia sido de 781 indivíduos.
Os dados, apurados com base em informação registada nas Conservatórias do Registo Civil até Março de 2026, confirmam a tendência de envelhecimento e contração demográfica que a Região enfrenta há vários anos.
Os 1 745 nados-vivos registados em 2025 representam uma descida de 2,7% face ao ano anterior, menos 48 crianças. Novembro foi o mês com mais nascimentos (178) e junho o de menor registo (122). Um dado que marca a realidade social da Madeira é o facto de a maioria dos nascimentos — 62,2% — ter ocorrido fora do casamento, tendência que se mantém desde 2016 e que supera a média nacional (59,2%). Destes, 41,8% correspondem a pais que viviam em coabitação e 20,4% a pais que não partilhavam residência.
O número de mortes subiu de forma expressiva: 2 872 óbitos em 2025, contra 2 574 em 2024, um aumento de 11,6% em apenas doze meses. Janeiro foi o mês mais mortífero, com 299 óbitos, e junho o de menor registo, com 194.
A grande maioria das mortes — 82,8% — ocorreu entre pessoas com 65 ou mais anos, e mais de metade (52,4%) entre pessoas com 80 ou mais anos, valores abaixo da média nacional, o que reflecte uma população relativamente mais jovem do que a do continente.
Uma nota positiva surge na mortalidade infantil: registaram-se apenas 3 óbitos de bebés com menos de um ano, face a 6 em 2024, o que fez descer a taxa de mortalidade infantil para 1,7 por mil nados-vivos — valor abaixo da média nacional de 2,8.
No campo nupcial, 2025 trouxe uma tendência positiva: realizaram-se 1.286 casamentos na Madeira, mais 5,0% do que em 2024. Setembro foi o mês preferido pelos noivos, com 166 celebrações, e Janeiro o mais calmo, com apenas 64.
A esmagadora maioria dos casamentos — 96,0% — foi celebrada entre pessoas de sexo oposto. Os restantes 4,0% (52 casamentos) foram entre pessoas do mesmo sexo: 25 entre homens e 27 entre mulheres, especifica a DREM.
A cerimónia civil continua a dominar claramente, com 76,6% das celebrações, contra 23,1% pelo rito católico. Em três quartos dos casamentos (75,4%), os nubentes já partilhavam residência antes de oficializarem a união.
A idade média ao primeiro casamento voltou a subir: as mulheres casam pela primeira vez aos 33,8 anos e os homens aos 36,0 anos, ligeiramente acima dos valores de 2024.