Duas pessoas esfaqueadas em bairro de comunidade judaica em Londres
Duas pessoas foram esfaqueadas hoje em Londres e um suspeito foi detido em Golders Green, na zona norte da capital britânica, divulgou a organização de segurança da comunidade judaica Shomrim.
Numa informação partilhada na rede social X, a organização avançou que "foi avistado um homem a correr pela Golders Green Road, armado com uma faca, tentando esfaquear transeuntes de origem judaica".
Na rua está localizada uma sinagoga.
"A Shomrim reagiu imediatamente e deteve o suspeito. A polícia chegou ao local e utilizou um 'taser'. O homem já foi detido. Duas vítimas foram esfaqueadas e estão a receber cuidados médicos", relatou.
As vítimas estão a receber assistência da Hatzola, organização de voluntários judeus cuja sede fica localizada na mesma rua onde ocorreu o incidente de hoje.
Em março passado, várias ambulâncias desta organização foram incendiadas em Londres.
Questionado no parlamento sobre o incidente de hoje durante o debate semanal com os deputados, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que o ataque é "profundamente preocupante".
O chefe do Governo manifestou-se "absolutamente claro" na determinação das autoridades britânicas em lidar com este tipo de agressões que, frisou, têm ocorrido "com demasiada frequência nos últimos tempos".
O presidente da Câmara Municipal de Londres, Sadiq Khan, também condenou o "ataque repugnante contra dois londrinos judeus" e agradeceu aos "heroicos voluntários da Hatzola e da Shomrim pela sua resposta rápida a este terrível incidente".
"A comunidade judaica de Londres tem sido alvo de uma série de ataques antissemitas chocantes. Não deve haver absolutamente nenhum lugar para o antissemitismo na sociedade. A Polícia Metropolitana intensificou as patrulhas de alta visibilidade na zona", adiantou o autarca londrino.
A comunidade judaica tem sido alvo de vários ataques incendiários nos últimos meses e pelo menos 26 pessoas foram detidas no âmbito das investigações lideradas pela unidade de combate ao terrorismo.
Oito suspeitos foram acusados de crimes relacionados com fogo posto e uma pessoa já foi condenada.
A polícia britânica está a investigar um grupo denominado Harakat al-Yamin al-Islamiyya (Hayi), suspeito de ser pró-Irão, que reivindicou incêndios e tentativas de incêndio recentes contra locais ligados à comunidade judaica em Londres e contra as instalações da televisão em língua persa Iran International, classificada como organização terrorista por Teerão.