Madeira foi uma das duas (em 26) regiões onde o preço da habitação caiu
Quebra de 8,3% no último trimestre de 2025, acompanhada pela região do Alto Tâmega e Barroso (-12,1%). Nas restantes os preços medianos aumentaram
Apesar de ainda ser a 4.ª região com os preços de habitação por metro quadrado mais altos do país, a Madeira com 2.655 euros/m2, foi uma das duas regiões com quebra no 4.º trimestre de 2025, face ao período homólogo de 2024, isto de um total de 26 sub-regiões.
O preço mediano no país "dos 41.789 alojamentos familiares transacionados em Portugal foi 2.198 €/m2, na sequência de uma taxa de variação de 17,5% em relação ao 4.º trimestre de 2024 (16,1% no trimestre anterior)", refere hoje o INE. "O número de transações de alojamentos familiares em Portugal diminuiu 5,3% em relação ao mesmo trimestre de 2024. O preço mediano da habitação aumentou, em relação ao período homólogo de 2024, em 24 das 26 sub-regiões NUTS III. Apenas o Alto Tâmega e Barroso (-12,1%) e a Região Autónoma da Madeira (-8,3% face a 2.895 euros/m2) registaram decréscimos homólogos dos preços da habitação", frisa o Instituto Nacional de Estatística. Apesar disso, comparando com o trimestre anterior, a Madeira aumentou 5,7% (2.512 euros/m2 no 3.º trimestre)
"As cinco sub-regiões com preços medianos da habitação mais elevados – Grande Lisboa, Algarve, Península de Setúbal, Região Autónoma da Madeira e Área Metropolitana do Porto – apresentaram também os valores mais elevados em ambas as categorias de domicílio fiscal do comprador (território nacional e estrangeiro)", acrescenta.
No caso das sub-regiões Grande Lisboa e Área Metropolitana do Porto, "o preço mediano (€/m2) das transações efetuadas por compradores com domicílio fiscal no estrangeiro superou, respetivamente em 49,0% e 35,6%, o preço das transações por compradores com domicílio fiscal em território nacional", aponta.
Igualmente, refere o INE, "no 4.º trimestre de 2025, os preços da habitação aceleraram (isto é, registaram aumentos nas taxas de variação homóloga) em 13 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes (em 12, no 3.º trimestre de 2025), tendo os municípios de Barcelos (+14,5 pontos percentuais (p.p.)) e Maia (+14,1 p.p.) apresentado os maiores acréscimos. As maiores diminuições na taxa de variação homóloga ocorreram nos municípios de Matosinhos (-27,6 p.p.) e de Coimbra (-25,7 p.p.). Os municípios de Lisboa e do Porto registaram acréscimos de 2,2 p.p. e 3,8 p.p. nas taxas de variação homólogas do 3.º para o 4.º trimestre de 2025. Os municípios de Lisboa (5.198 €/m2), Cascais (4.654 €/m2) e Oeiras (4.225 €/m2) apresentaram os preços da habitação mais elevados".
No caso do Funchal, os preços subiram face ao trimestre anterior, de 3.346 euros/m2 no 3.º trimestre para 3.612 euros/m2 no 4.º trimestre, atingindo o valor mais alto do ano passado, mas abaixo do registado no período homólogo (3.693 euros/m2), ou seja uma quebra de 2,2%.
"Em 2025, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi 2.076 €/m2, tendo as sub-regiões Grande Lisboa (3.439 €/m2), Algarve (3.139 €/m2), Península de Setúbal (2.596 €/m2), Região Autónoma da Madeira (2.500 €/m2) e Área Metropolitana do Porto (2.305 €/m2) registado valores superiores ao nacional", conclui o INE.