Quase 400 participaram nesta edição do Concurso literário "Conta-me uma história…"
Participação recorde leva a adiamento da divulgação dos resultados para 14 de Maio. Peças podem resultar em valorização teatral e compilação em livro
O facto de terem participado quase 400 pessoas no Concurso Literário "Conta-me uma história...", promovido pelo Grupo de Teatro de Machico e porque é preciso valorizar cada peça participante, a divulgação dos resultados foi adiada para o dia 14 de Maio.
Numa nota assinada por Patrícia Brazão de Castro, elemento do júri, recorda-se que "no dia Mundial do Livro e do Direito da Autor que se celebra a 23 de Abril, instituído pela UNESCO em 1995, o Grupo de Teatro de Machico anunciou com grande entusiasmo, a participação de quase 400 candidatos na edição do Concurso literário 'Conta-me uma história…', um número que representa um recorde absoluto, e que confirma o crescente interesse pela criação literária na Região".
Sendo uma iniciativa, promovida na cidade de Machico, que "superou todas as expetativas (as edições anteriores atingiam poucas dezenas), reunindo textos de participantes de diferentes idades, origens e percursos, refletindo uma notável diversidade de vozes e estilos", estabeleceu-se um marco que "constitui um momento significativo para a valorização da literatura e da expressão artística, reforçando o papel do concurso enquanto espaço de descoberta de novos talentos e de promoção cultural".
Por causa deste "número extraordinário de participações", que "demonstra que a vontade de contar histórias, está mais viva do que nunca, afirmando a Madeira como um território fértil de criação literária e como um espaço de confluência da criação literária em diferentes geografias", sendo que o Grupo de Teatro de Machico "destaca ainda que esta edição representa um ponto de viragem, abrindo caminho para futuras iniciativas que cruzem literatura e artes performativas, sendo de revelar a importância da divulgação do concurso pelas redes sociais (apenas 4 dias), que foi essencial para atingir os resultados fulgurantes verificados".
É, pois, "um sinal de que, se por um lado as redes sociais podem ameaçar a literatura (tanto por substituição no empenho do tempo, como mesmo em termos de direitos autorais), certo é que podem também divulgá-la e fomentá-la a um nível transnacional verdadeiramente inesperado", elogia Patrícia Brazão de Castro.
Assim, "os resultados do concurso foram adiados para o dia 14 de Maio, estando prevista a valorização das obras selecionadas em contexto artístico e cultural, nomeadamente pela transformação de algumas delas em curtas-metragens e até peças que serão levadas a palco pelo Grupo de Teatro de Machico, dando vida e forma às personagens cuja existência estava encerrada nas palavras e nas imagens que estas imprimem, tanto no seu criador, como nos leitores", promete.
Acrescenta que "esta valência da dimensão física das histórias que a sua interpretação pode assumir, corresponde a uma mais-valia acrescida que a associação de artes permite, sendo o resultado e impacto é superior à mera soma das partes". E acrescenta: "Projeta-se também o lançamento de um livro que agregue as histórias que obtiverem maior consenso entre os elementos do júri, permitindo assim que estes autores, passem à qualidade de autores publicados, que é um objetivo relevante para quem se dedica à criação artística desta natureza."
A júri salienta, por fim, que este "não é apenas um concurso. É um sinal, um sinal de que a literatura está viva. De que há vozes à espera de palco, de que há talentos à espera de oportunidades para florescer, de que contar histórias continua a ser uma necessidade humana – urgente e coletiva, transformadora". E conclui que "e ali, entre páginas e história, nasce uma certeza: Esta não era a maior edição de sempre – é o início de um novo capítulo cultural. O Grupo de Teatro de Machico não recebeu apenas textos, recebeu perto de 400 formas de ver o mundo. A missão é clara: Dar-lhes vida, no palco, na voz, na imagem, na memória…".