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Guerra no Irão Mundo

Casa Branca confirma delegação para retomar negociações no Paquistão

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Os Estados Unidos vão destacar os enviados do Presidente norte-americano Steve Witkoff e Jared Kushner para retomar negociações de paz com o Irão, no sábado em Islamabad, anunciou hoje a Casa Branca.

"Posso confirmar que o enviado especial Witkoff e Jared Kushner partirão novamente para o Paquistão amanhã [sábado] de manhã para manter conversações (...) com representantes da delegação iraniana", indicou a porta-voz da presidência norte-americana à cadeia Fox News, esperando "uma conversa produtiva que permita avançar para um acordo".

Karoline Leavitt acrescentou que não é esperado que o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, se desloque à capital do Paquistão, depois de liderar a delegação de Washington, na primeira ronda negocial, em 11 de abril.

"De acordo com as minhas informações, o vice-presidente está em alerta máximo e pronto para ir para o Paquistão se considerarmos necessário", disse posteriormente aos jornalistas na Casa Branca.

Segundo a porta-voz presidencial, "os iranianos solicitaram esta conversa presencial", o que disse ter justificado a decisão do líder norte-americano de enviar Witkoff e Jared Kushner, genro de Donald Trump, para as conversações mediadas pelo Paquistão, e ouvir o que os negociadores de Teerão "têm para dizer".

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araghchi, também deverá deslocar-se ao Paquistão para se reunir com a delegação norte-americana, indicaram fontes oficiais paquistanesas à agência de notícias Associated Press.

As fontes, que falaram sob condição de anonimato, referiram que Araghchi viajará acompanhado por uma pequena delegação governamental, podendo chegar ainda hoje, sem adiantar mais detalhes sobre a visita.

As autoridades iranianas não confirmaram ainda a realização das conversações com os Estados Unidos, embora Araghchi tenha agendada uma viagem pelo Paquistão, Omã e Rússia para discutir com os respetivos homólogos o conflito desencadeado em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica.

A guerra encontra-se interrompida por um cessar-fogo precário, que Trump prolongou por um período indeterminado na terça-feira, pouco antes de expirar o prazo concedido a Teerão para regressar à mesa das negociações ou em alternativa enfrentar o recomeço dos ataques militares.

O Irão mantém o estreito de Ormuz sob ameaça militar, ao fim de quase dois meses de guerra, fazendo disparar os preços dos hidrocarbonetos em todo o mundo, e tem condicionado o regresso ao diálogo ao levantamento do bloqueio que o Presidente norte-americano determinou aos portos iranianos, como resposta ao fracasso da primeira ronda negocial.

Ao anunciar o prolongamento do cessar-fogo, Trump ordenou às forças armadas que "continuem o bloqueio e, em todos os outros aspetos, permaneçam prontas", aguardando uma proposta do Irão para que as discussões sejam concluídas, de uma forma ou de outra".