Dina Letra critica CMF por não promover comemorações institucionais do 25 de Abril
A coordenadora regional do Bloco de Esquerda na Madeira, Dina Letra, criticou esta sexta-feira, 24 de Abril, a posição do presidente da Câmara Municipal do Funchal, Jorge Carvalho, relativamente à ausência de uma comemoração institucional da Revolução de 25 de Abril.
Em declarações públicas, a bloquista afirmou que o partido “repudia totalmente” as declarações do autarca, que justificou a ausência de uma iniciativa oficial com o facto de o município disponibilizar o espaço público para outras entidades realizarem celebrações. Para Dina Letra, essa posição “não é digna de uma cidade com cinco séculos de história”.
A bloquista sublinhou ainda que a data tem um significado particular este ano, ao assinalar também os 50 anos da criação do poder local democrático. “É lamentável que o presidente da Câmara Municipal do Funchal não faça uma celebração que dignifique a Câmara Municipal, a cidade do Funchal e o 25 de Abril, que é a data maior da nossa democracia”, disse.
"Foi o 25 de Abril que nos deu todos os direitos que hoje conhecemos”, destacou, referindo áreas como o serviço público de saúde, a educação pública, as vias de comunicação e outros serviços essenciais.
A responsável pelo BE Madeira acusou ainda sectores da direita de tentarem desvalorizar a data. “É lamentável que uma certa direita queira cancelar o 25 de Abril”, declarou, acrescentando que situações semelhantes têm ocorrido “em outras câmaras em que governa o PSD”.
Dina Letra apelou igualmente à participação nas iniciativas previstas no Funchal para assinalar a efeméride, nomeadamente a concentração na Praça do Município, a partir das 15 horas, organizada pela comissão responsável pelas celebrações dos 50 anos da revolução.
“Vamos todos, como colectivo, celebrar a liberdade e a democracia”, apelou, defendendo que a participação pública é também uma forma de afirmar os valores democráticos numa altura em que, segundo disse, se observa “o renascimento de forças extremistas que querem reescrever a história”.