Papa denuncia condições prisionais na Guiné Equatorial
O Papa Leão XIV alertou hoje para as "preocupantes condições de higiene e sanitárias" dos reclusos no país durante a homilia na Basílica da Imaculada Conceição em Mongomo, tendo depois visitado pela primeira vez uma prisão, em Bata.
"Que o Senhor vos ajude a tornar-vos cada vez mais uma sociedade em que cada pessoa, segundo as suas respetivas responsabilidades, trabalhe ao serviço do bem comum e não de interesses privados, superando as desigualdades entre privilegiados e desfavorecidos. Que os espaços de liberdade cresçam e que a dignidade da pessoa humana seja sempre salvaguardada; penso nos mais pobres, nas famílias em dificuldade; penso nos presos, muitas vezes obrigados a viver em preocupantes condições de higiene e sanitárias", afirmou o Papa.
Para Leão XIV, a Guiné Equatorial "tem fome de futuro, mas de um futuro repleto de esperança, um futuro que possa gerar uma nova justiça, que possa dar frutos de paz e fraternidade".
Com estas palavras, encorajou todos os batizados a participarem "no desenvolvimento integral" do país, "na sua renovação, na sua transformação", trabalhando para que as "riquezas naturais" da Guiné Equatorial sejam "uma bênção para todos".
"Irmãos e irmãs, precisamos de cristãos que tomem o destino da Guiné Equatorial nas suas próprias mãos. Por isso, quero encorajá-los: não tenham medo de anunciar e testemunhar o Evangelho! Sejam os construtores de um futuro de esperança, paz e reconciliação, dando continuidade à obra que os missionários iniciaram há 170 anos", exortou.
O Papa fez estas observações no segundo dia da visita à Guiné Equatorial, o quarto país da sua viagem a África, e um dos mebros da Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa (CPLP). Antes da celebração eucarística, o Papa abençoou a pedra fundamental daquela que será a Catedral da Paz.