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Madeira

As medidas de segurança que a Madeira teve de impor para receber o Papa

‘Canal Memória’ ruma a 1991

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Um protocolo rígido e fortes medidas de segurança. Era assim que se descrevia a preparação da visita do Papa João Paulo II à Madeira, quando corria o ano de 1991. A cerca de um mês do evento, o DIÁRIO divulgava as ‘regras’ que seriam impostas para que tudo corresse como previsto.

Curiosamente, o Presidente da República, Cavaco Silva, não participou na iniciativa da Madeira por questões de protocolo. Isto porque recebeu o Papa em Lisboa, sendo que a viagem para a Madeira aconteceria logo de seguida. Segundo o protocolo, Cavaco Silva deveria chegar antes do Papa e não podia viajar no mesmo avião. Estava assim inviabilizada a sua vinda à Região.

Um número restrito de entidades iria juntar-se ao Bispo do Funchal, ainda na pista do aeroporto. De resto, estava expressamente proibido o acesso de outras pessoas ao local. As estradas seriam fechadas para a passagem do cortejo, rumo ao Estádio dos Barreiros, onde deveria dar entrada pelas 11h15.

Sua Santidade entraria no Estádio num carro panorâmico, no qual atravessaria também as ruas do Funchal, passando do Campo da Barca à Rua do Bom Jesus, Praça do Município, Avenida Zarco, Avenida Arriaga, Avenida do Infante e ponte do Ribeiro Seco.

No hospital estava reservado um quarto e uma equipa médica, que seriam accionados em caso de emergência. No Estádio estaria ainda um dispositivo de socorro, caso houvesse necessidade de acudir algum participante.

O gabinete internacional de imprensa estaria montado no Casino da Madeira e os estacionamentos eram limitados, por forma a não condicionar o trânsito junto ao Estádio.