Conservatório apresenta peça 'Não Há Ladrão que Venha por Bem'
O Conservatório – Escola das Artes da Madeira, Eng. Luiz Peter Clode apresenta nos dias 22 e 23 de Abril, pelas 19h00, na Casa da Cultura de Câmara de Lobos, o espectáculo 'Não Há Ladrão que Venha por Bem', da autoria do dramaturgo italiano Dario Fo e protagonizado pelos alunos do 3.º ano do Curso Profissional de Artes do Espetáculo – Interpretação.
Segundo um comunicado de imprensa, a peça assinala o culminar do percurso formativo dos alunos finalistas, representando um momento de consolidação e demonstração das competências artísticas e técnicas desenvolvidas ao longo da sua formação. Com encenação e orientação de Diogo Correia Pinto, a entrada é livre, limitada à lotação da sala.
A iniciativa pretende proporcionar ao público uma "experiência teatral próxima do ambiente profissional, reflectindo o empenho, a evolução e a dedicação dos jovens intérpretes ao longo deste percurso académico, na sala de aula e nos palcos por onde pisaram. "
Com uma encenação marcada pelo dinamismo e pela energia própria de um elenco em formação, a peça promete uma noite de teatro envolvente e expressiva. Mais do que um espetáculo, trata-se de um convite à comunidade para acompanhar e apoiar os novos talentos da região, valorizando o teatro como espaço de criação, aprendizagem e encontro artístico.
O espectáculo reúne em palco os alunos Francisco Semião, Noam Ben Ari, Soraia Rodrigues, Guilherme Silva, Leonor Martins e Linda Santos, numa proposta que cruza comédia, crítica social e ritmo ‘farsesco’.
A peça, uma farsa contemporânea, acompanha a história de um ladrão que entra num apartamento de uma família abastada, desencadeando uma sucessão de situações inesperadas. Entre telefonemas, equívocos e encontros improváveis, a narrativa expõe relações conjugais frágeis, segredos escondidos e ironiza comportamentos sociais, num jogo constante entre verdade e mentira. Ao longo da ação, o humor absurdo e o ritmo acelerado conduzem o público por um enredo onde nada é o que parece. O texto evidencia o estilo característico de Dario Fo, marcado pela sátira e pela crítica mordaz à sociedade, explorando temas como a moralidade, a infidelidade e as aparências.