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Congresso do PSD-M Madeira

Albuquerque critica República e acusa “mesmice” nacional

Líder do PSD Madeira denuncia impostos, burocracia e falta de reformas

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O presidente da Comissão Política do PSD Madeira, Miguel Albuquerque, voltou a apontar críticas duras à República, acusando o país de viver na “mesmice” e num “lero lero” político, com um Estado “gigantesco” que cobra “uma exorbitância de impostos para prestar serviços miseráveis”.

Na continuação da intervenção na sessão de encerramento do congresso, o líder social-democrata defendeu que é tempo de definir o rumo do partido. “Temos que decidir qual o caminho que o PSD Madeira tem de seguir no futuro”, afirmou, sublinhando que o partido “continua a ser reformista” e que não deve perder tempo “com o acessório” nem com críticas de “fracos e medíocres”.

“Estamos aqui para continuar um percurso de conquista” e “temos de continuar a liderar a nossa terra”, declarou.

No enquadramento internacional, Miguel Albuquerque alertou para um contexto de instabilidade global, marcado por guerras e incerteza, e para uma “crise gravíssima” na União Europeia. Apontou fragilidades em áreas como a inteligência artificial, referindo que a maior empresa europeia surge apenas em 13.º lugar no ranking mundial, defendendo uma liderança mais pragmática e a necessidade de garantir a continuidade dos fundos europeus.

A nível nacional, criticou a falta de reformas estruturais, acusando os decisores de cederem a pressões de minorias. “Ninguém faz reformas em Portugal porque têm medo das minorias. As minorias mandam em Portugal”, afirmou, denunciando também a burocracia e a ineficácia administrativa.

Entre os alvos esteve a ANAC, acusada de condicionar o poder político. “Essa gente manda mais do que o poder eleito”, disse, acrescentando que “nada avança” no país.

Defendendo que “só com crescimento económico é possível criar riqueza”, criticou o “quadro surreal de burocracia” e apelou à coragem política: “o medo tem de ser superado”.

Sobre a Madeira, deixou críticas directas ao Governo da República: “Estamos há um ano e tal dependentes de conversa. E o tempo da conversa está a chegar ao fim”, avisou, classificando a situação como “uma vergonha”.

Acusou ainda o Estado de encarar as regiões autónomas como “um grande negócio”, apontando aos custos de soberania e defendendo que “o sucesso da Madeira é penalizado” no acesso a mecanismos como o fundo de coesão.

Como prioridade, destacou a necessidade de assumir plenamente a Lei das Finanças Regionais no quadro nacional.