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Congresso do PSD-M Madeira

“Vocês estavam sentados mas os outros é que estavam de cócoras na Assembleia da República”

Albuquerque aponta críticas ao PSD nacional e reivindica liderança do partido na Madeira

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O presidente do PSD Madeira, Miguel Albuquerque, deixou fortes recados ao PSD nacional durante a sua intervenção no XX Congresso Regional, sublinhando a postura dos deputados sociais-democratas eleitos pela Região na Assembleia da República.

“Vocês estavam sentados mas os outros — incluindo o PSD nacional — é que estavam de cócoras na Assembleia da República”, afirmou, destacando que os deputados madeirenses “mais uma vez demonstraram coragem e determinação” na defesa da Região.

Na mesma intervenção, Albuquerque reiterou a confiança no projeto político regional e a continuidade da liderança do PSD/M. “Aqueles que anunciavam o fim do PPD na Madeira estão enganados. Enganaram-se redondamente. Nós continuamos a liderar a nossa Região Autónoma da Madeira”, disse.

O líder social-democrata salientou ainda a vitória nas autárquicas e legislativas regionais recentes. “Ganhámos uma maioria parlamentar estável, formámos um governo consistente com o nosso parceiro CDS e temos condições para cumprir quatro anos de mandato”, referiu.

Dirigindo-se a críticas internas e externas, afirmou que o partido se mantém coeso e focado. “Nós não chegámos aqui para fazer política barata. Temos um caminho e esse caminho é continuar a garantir desenvolvimento para a Madeira”, sublinhou.

Albuquerque reforçou ainda a importância da governação baseada na auscultação social. “O programa Madeira 2030 resultou de sete meses de auscultação das forças vivas da sociedade”, disse, defendendo uma política de proximidade com a população.

O líder do PSD/M destacou também os resultados autárquicos de 2025, sublinhando a manutenção da maioria das câmaras e juntas de freguesia, com referências às vitórias em concelhos como Machico, Porto Santo, Câmara de Lobos, Calheta, Ribeira Brava e Ponta do Sol.

No plano político mais amplo, afirmou que a oposição “foi derrotada em toda a linha” e não tem capacidade para governar a Região. Ainda assim, sublinhou que o partido deve manter a ligação transversal à sociedade.

“Este partido é um partido transversal. Fomos nós que conquistámos a autonomia e fizemos as grandes transformações da Madeira ao longo de 50 anos”, afirmou, rejeitando o que classificou como “revisionismo histórico”.

Concluiu reafirmando a confiança no futuro político da Região: “A Madeira passou de uma das regiões mais pobres do país para uma das mais desenvolvidas. E dentro de poucos anos vamos dar mais um salto. Não tenho dúvidas sobre isso”, afirmou.