38 milhões de euros em habitação para Santa Cruz
O Governo vai adquirir 80 fogos, para depois cedê-los em regime de renda reduzida a residentes no concelho de Santa Cruz. Um investimento de 23 milhões de euros e que vai ajudar a combater as carências habitacionais naquele município.
Um importante apoio que se junta a outros investimentos recentes, e que poderia ser melhor, se a Câmara Municipal de Santa Cruz fizesse também a sua parte.
Bastaria, para o efeito, recorrer a programas plenamente ao seu alcance, como o Primeiro Direito, para que em vez de oitenta pudéssemos estar a falar de bem mais do que isso.
Mas, não: desde 2013 que o JPP está no executivo camarário e desde 2013 que nem uma casa foi construída naquele concelho. Um zero absoluto.
Por isso, ao ler o anúncio de mais esta obra, a comparação foi-me logo imediata: entre quem executada e quem promete, mas não faz. E exige aos outros aquilo que não consegue fazer…
Como é que o líder do JPP, Élvio Sousa, pode afirmar que quer ser Governo, se nem consegue fazer cumprir algumas das suas metas para a Região no único concelho que lideram: É na habitação, é na redução de impostos, é nas políticas ambientais, etc, etc.
Na Política, pode-se falar muito, até se pode convencer as pessoas, mas não sempre, a não ser que haja obra, haja medida concreta.
E não é de agora o investimento governamental. Eis alguns exemplos e apenas nos últimos quatro anos! E só contabilizando obras mais significativas.
- em 2022, procedeu-se à empreitada de reabilitação e reconversão de um edifício em habitação coletiva, num investimento de 684 mil euros no Bairro da Nogueira. E reabilitou-se e melhorou-se a eficiência energética no Complexo Habitacional dos Casais D’Além: mais 734 mil euros.
- em 2023, realizou-se a empreitada de reabilitação e melhoria da eficiência energética do Conjunto Habitacional das Figueirinhas, num investimento de quase 814 mil euros.
- E em 2025, construíram-se 40 fogos, a custos controlados, nas Eiras, Caniço, num empreendimento de 6,3 milhões de euros. E mais 44, também a custos controlados, na Estrada do Garajau, no Caniço, num investimento de 7,1 milhões de euros.
Ou seja, em quatro anos foram investidos, repito só em grandes obras, 15 632 000 euros. Da parte da Câmara zero!
A estes 15.632.000 vão juntar-se agora mais 23 milhões de euros. O que faz subir o investimento, desde 2022 até 2030, para 38.632.000.
Mais do que 38 milhões de euros. Sem contar com recuperações de moradias, beneficiações de complexos sociais, onde o custo ronda os 500 mil euros!
Nem também estou a fazer contas à futura adaptação da escola do Rochão, na Camacha, para a construção de mais 10 fogos.
São, repito, 38 milhões de euros. Como é que se pode vir a pedir mais habitação, quando nada se faz? E como é que se pode falar em falta de investimento no concelho, quando só nesta área são 38 milhões de euros!
Como é que se pode dizer que não há investimento na Habitação quando, nos próximos quatro anos, o Governo vai investir 125 milhões de euros. Até 2030.
Ângelo Rodrigues