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Governo Regional Madeira

Vereador suspenso nomeado assessor de José Manuel Rodrigues

Leandro Silva pediu a suspensão do mandato de vereador no Funchal após ter atropelado um homem enquanto conduzia sob o efeito do álcool

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O advogado Leandro Silva, vereador suspenso da Câmara Municipal do Funchal e líder da Juventude Popular da Madeira, juventude partidária do CDS-PP Madeira, foi nomeado assessor do gabinete do secretário regional da Economia, José Manuel Rodrigues, de acordo com despacho publicado, esta tarde, no Jornal Oficial da Região Autónoma da Madeira (JORAM).

De acordo com o anúncio oficial, a escolha é justificada com a necessidade de reforço de apoio técnico, em particular na área jurídica e do direito empresarial. "O licenciado em Direito Leandro Gonçalo Banganho Silva possui as aptidões e qualificações adequadas à prestação deste apoio técnico", pode ler-se no despacho.

Leandro Silva entrega pedido de suspensão por seis meses

Já deu entrada nos serviços o pedido, que será apreciado na reunião de quinta-feira

O pedido de suspensão surgiu na sequência de o agora assessor ter sido responsável por um atropelamento ocorrido na manhã de 1 de Janeiro deste ano, na Rua do Carmo, no Funchal. Na altura, o advogado, de 28 anos, assumiu publicamente ter conduzido sob o efeito do álcool, admitindo uma taxa de alcoolémia de 1,99 g/l, valor que configura um crime.

O acidente, que aconteceu às cerca das 9h25 do primeiro dia de 2026, envolveu um homem de 58 anos, que sofreu vários ferimentos, incluindo traumatismos num braço e ombro, queixas na coluna e um ferimento na cabeça, tendo sido transportado para o Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Vereador do CDS na Câmara do Funchal pede suspensão do mandato

Leandro Silva assume ter atropelado uma pessoa, na rua do Carmo, e que tinha bebido, revelando que a taxa de alcoolémia registada pela PSP foi de 1,99

Após o incidente, Leandro Silva afirmou que, enquanto figura pública, tinha o dever de prestar esclarecimentos, reconhecendo que as circunstâncias do sucedido.

Na altura em que assumiu publicamente o sucedido, o então vereador pediu desculpa à vítima, à família e aos cidadãos, reconhecendo ter cometido "um grave erro". Dirigiu também um pedido de desculpas ao presidente da Câmara Municipal do Funchal e ao líder do CDS, afirmando que a sua conduta "não honra estas instituições".

"Sei que o meu comportamento é reprovável e assumo todas as responsabilidades inerentes a este meu grave acto", afirmou, acrescentando que "tal comportamento não se voltará a repetir".