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Guerra no Irão Mundo

Cruz Vermelha alerta para "catástrofe humanitária"

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O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICR, no original) alertou hoje para o "enfraquecimento dos pilares da vida civil" à medida da escalada bélica Médio Oriente, após a ofensiva israelo-americana iniciada em 28 de fevereiro contra o Irão.

"Já se passou um mês de hostilidades que interromperam a vida de milhões de pessoas e tiveram repercussões muito além da região, com uma escala e velocidade que ameaçam sobrecarregar a resposta humanitária", declarou.

A organização lamentou que "em apenas quatro semanas, milhares de pessoas tenham perdido a vida".

"Entre elas, membros de equipas de resposta a emergências e trabalhadores humanitários. Centenas de milhares de pessoas foram forçadas a fugir de suas casas", lê-se em comunicado, que sublinha que "infraestruturas críticas para o fornecimento de energia, água e assistência médica foram danificadas ou destruídas".

Para o CICR, "o uso de armas explosivas pesadas com amplo raio de ação em ambientes urbanos causou sofrimento e medo generalizados" e "a maneira como os ataques foram realizados exponenciou o impacto negativo".

"Se as leis da guerra não forem respeitadas, a população civil continuará a sofrer consequências profundas que podem se estender para além do atual conflito armado", continua o texto.

Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro uma ofensiva militar contra o Irão, justificada pela inflexibilidade da República Islâmica nas negociações sobre enriquecimento de urânio, no âmbito do seu programa nuclear, o qual Teerão garante destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.