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Guerra no Irão Mundo

UE quer que Israel cesse as suas operações militares no Líbano

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Israel "deve acabar" com as suas operações no Líbano, afirmou ontem um porta-voz da União Europeia (UE), devido a uma situação humanitária já "catastrófica", com mais de um milhão de pessoas deslocadas.

"A UE está profundamente preocupada coma ofensiva israelita em curso no Líbano, que já teve consequências humanitárias devastadoras e arrisca desencadear um conflito prolongado", disse o porta-voz, em comunicado, apelando Israel a "cessar" as suas operações.

A UE condenou igualmente a decisão do Hezbollah, movimento chiita aliado do Irão, de "envolver o Líbano nesta guerra, a sua recusa de se desarmar e a continuação de ataques a Israel", segundo o texto.

Os ataques contra "os civis", o "pessoal de saúde" ou à missão da ONU, a FINUL, são "injustificadas e inaceitáveis e devem acabar imediatamente", avisou o porta-voz.

Desde o início dos ataques de Israel ao Líbano, em 02 de março, já foram mortas neste país pelo menos 968 mortos, dos quais 116 crianças, segundo os dirigentes libaneses.

A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, tinha considerado em 09 de março que um cessar-fogo era a "melhor hipótese" para evitar o caos no Líbano, em comunicado em que apelava ao Hezbollah para desarmar e "ao mesmo tempo" a Israel para que cessasse as operações.