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Madeira

Madeira com a segunda mais baixa taxa de desemprego no final de 2025

No 4.º trimestre, apenas a região Centro ficou abaixo, situando da Madeira em 4,9%. A taxa de desemprego anual ficou em 5,4%

Foto Shutterstock
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A taxa de desemprego na Região Autónoma da Madeira baixou 0,8 pontos percentuais no final de 2025 face ao último trimestre de 2024 e menos 0,4 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, para 4,9%, de acordo com os resultados do Inquérito ao Emprego relativos ao 4.º trimestre do ano passado. A taxa de desemprego anual situou-se em 5,4% e é a mais baixa desde 2011, quando se iniciou a actual série estatística. Além disso, a Madeira apresentou a segunda taxa trimestral do país, apenas superada pelos 4,5% da região Centro de Portugal. 

De acordo com os dados divulgados esta manhã pela DREM, em conjunto com os dados do INE, "a população activa aumentou para as 140,5 mil pessoas, revelando um crescimento de 5,9% (+7,9 mil pessoas) em relação ao trimestre homólogo e de 0,4% (+0,5 mil pessoas) face ao trimestre anterior", o que significa que "a população empregada fixou-se em 133,6 mil pessoas, tendo aumentado 6,9% em termos homólogos (+8,6 mil pessoas) e 0,8% em termos trimestrais (+1,1 mil pessoas)".

Diz a Direção Regional de Estatística, "da população empregada, 3,4 mil estavam em situação de subemprego a tempo parcial, 7,0 mil pessoas exerciam uma actividade secundária e 17,3 mil trabalharam em casa (14,5% das mulheres empregadas e 11,4% dos homens empregados)". E acrescenta: "Note-se que tanto no 4.º trimestre de 2025, como na média anual de 2025 (130,8 mil pessoas), a população empregada atingiu os valores mais elevados da série iniciada em 2011".

Quanto à "estimativa da população desempregada para o 4.º trimestre de 2025, apurada em 6,9 mil pessoas, diminuiu 9,1% face ao período homólogo e 7,2% comparativamente ao trimestre anterior", ainda que no que toca à subutilização do trabalho (agrega a população desempregada, o subemprego de trabalhadores a tempo parcial, os inactivos à procura de emprego, mas não disponíveis e os inactivos disponíveis, mas que não procuram emprego) "abrangeu 13,5 mil pessoas, tendo aumentado 2,2% (+0,3 mil pessoas) em relação ao trimestre homólogo e 4,2% (+0,6 mil pessoas) comparativamente ao trimestre anterior. A taxa de subutilização do trabalho foi estimada em 9,4%, representando uma diminuição de 0,3 p.p. em relação ao período homólogo e um aumento de 0,3 p.p. face ao trimestre precedente", calcula.

Quanto à população inactiva, "estimada em 122,7 mil pessoas, diminuiu 2,2% face ao trimestre homólogo e cresceu 0,4% em comparação com o trimestre anterior", sendo por isso possível calcular a taxa de actividade das pessoas em idade activa (16 aos 89 anos), no 4.º trimestre de 2025, uma estimativa de "61,7%, valor superior em 2,0 p.p. à do trimestre homólogo e inferior em 0,1 p.p. face ao trimestre precedente. A taxa de actividade nas mulheres foi de 57,3%, sendo inferior à dos homens (66,7%) em 9,4 p.p.".

Como referido inicialmente, "em termos anuais, em 2025, a taxa de desemprego na RAM foi estimada em 5,4%, valor inferior em 0,2 p.p. face à do ano precedente. Trata-se da taxa de desemprego anual mais baixa registada desde que a série foi iniciada, em 2011", confirma a DREM, consubstanciado com a taxa de subutilização do trabalho, em 2025, tenha sido de "9,7%, valor inferior em 0,7 p.p. em comparação ao do ano anterior, constituindo igualmente o valor mais baixo da série iniciada em 2011".

No país, como referido também, "a taxa de desemprego no trimestre em análise situou-se em 5,8%, valor inferior em 0,9 p.p. face ao período homólogo, mantendo-se inalterada em relação ao trimestre precedente. As regiões que apresentaram as taxas de desemprego mais elevadas foram a Península de Setúbal com 8,0%, o Norte com 6,0%, o Alentejo com 5,9% e a Grande Lisboa, que registou uma taxa de desemprego de 5,8%. No polo oposto, o Centro observou a taxa mais baixa, com 4,5%, seguida pela RAM com 4,9%, pela Região Autónoma do Açores (RAA) com 5,1%, pelo Oeste e Vale do Tejo com 5,2% e pelo Algarve com 5,3%".

Em termos trimestrais a taxa de desemprego "diminuiu no Centro (-0,6 p.p.), na Grande Lisboa e RAM (ambas -0,4 p.p.) e no Norte (-0,1 p.p.), aumentando nas restantes regiões, concretamente na Península de Setúbal (+1,1 p.p.), no Algarve, (+0,8 p.p.), no Alentejo (0,7 p.p.), no Oeste e Vale do Tejo (+0,6 p.p.) e na RAA (+0,3 p.p.)".

Já em termos homólogos, "a Grande Lisboa registou o maior decréscimo, -1,6 p.p.. Observaram-se também diminuições homólogas no Centro (-1,3 p.p.), no Oeste e Vale do Tejo (-1,0 p.p.), no Norte (-0,9 p.p.), na RAM (-0,8 p.p.), no Algarve e na RAA (ambas com -0,3 p.p.). Nas restantes duas regiões NUTS II, a tendência foi oposta, com a Península de Setúbal a registar o maior aumento (+0,3 p.p.), seguida pela região do Alentejo (+0,1 p.p.)".

Por fim, diz a DREM, em 2025, "a taxa de desemprego a nível nacional fixou-se em 6,0%, registando uma diminuição de 0,4 p.p. face ao ano anterior. A taxa mais elevada foi registada na Península de Setúbal, atingindo 8,0%, enquanto a mais baixa foi observada na RAA com 4,9%. Em comparação com 2024, verificaram-se reduções nas taxas de desemprego em todas as regiões NUTS II, com exceção da Península de Setúbal, cujo valor manteve-se inalterado. A Região do Oeste e Vale do Tejo foi a que apresentou a maior redução (-1,5 p.p.)", conclui.