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Contratos nas áreas da alimentação e limpeza na origem das buscas na Força Aérea e Marinha

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Foto Shutterstock

O Ministério da Defesa adiantou que as buscas realizadas hoje em instalações da Força Aérea e da Marinha prendem-se com uma investigação relacionada com contratos públicos nas áreas da alimentação e de prestação de serviços de limpeza.

"O Ministério da Defesa Nacional confirma a realização de buscas judiciais em Unidades, Estabelecimentos e Órgãos da Marinha e da Força Aérea. Sob investigação estão factos relacionados com procedimentos de contratação pública nas áreas da alimentação e de prestação de serviço de limpeza, ocorridos até 2021", refere o ministério liderado por Nuno Melo, em comunicado.

O ministério reitera que a "Força Aérea e a Marinha estão a prestar toda a colaboração solicitada pelas autoridades judiciais".

A informação das buscas por parte do Ministério Público, da Polícia Judiciária Militar e da Autoridade Tributária foi avançada hoje à agência Lusa por fonte judicial - sem especificar que factos, mas adiantando que em causa está a alegada prática de crimes económicos - e confirmada pela Procuradoria-geral da República (PGR), pela Marinha e pela Força Aérea.

"A Força Aérea confirma que elementos do Ministério Público se encontram nas suas instalações. Mais se informa que, desde o primeiro momento e enquanto parte interessada, a Força Aérea está a colaborar de forma plena e ativa com as entidades de investigação, assegurando todo o apoio às diligências legalmente previstas", explicou esta ramo das Forças Armadas, em resposta escrita enviada anteriormente à Lusa.

Um dos locais alvo de busca foi o Estado-Maior da Força Aérea (EMFA), em Alfragide, Lisboa.

Também em resposta escrita, a PGR referiu que se "confirma a realização de buscas, no âmbito de inquérito" dirigido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) Regional de Lisboa.

A Marinha confirmou igualmente a realização de buscas na Escola Naval, em Alfeite, concelho de Almada.

"A Marinha confirma que elementos do Ministério Público se encontram na instalações da Escola Naval, estando a Marinha a colaborar de forma plena e ativa com as entidades de investigação, assegurando todo o apoio às diligências legalmente previstas", lê-se na resposta escrita enviada também anteriormente à Lusa por deste ramo das Forças Armadas.