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Madeira

800 mil euros dão nova vida à histórica Confeitaria Felisberta

Abre também ao público o novo Museu do Bolo de Mel

Inauguração da 'nova' Confeitaria Felisberta, no Funchal.
Inauguração da 'nova' Confeitaria Felisberta, no Funchal., Fotos Rui Silva/Aspress

O município do Funchal investiu cerca de 800 mil na recuperação de um "espaço que faz parte da memória da cidade", disse, esta tarde, o autarca Jorge Carvalho, na 'nova' Confeitaria Felisberta, cuja abertura oficial teve lugar esta tarde, numa concessão que foi entregue ao grupo Doce Convite - Pastelaria.

Este projecto resulta de um investimento da autarquia neste edifício, que envolveu tanto a aquisição como a recuperaçao. "A ideia passou por recuperar este espaço tal como a generalidade das pessoas, ao longo de várias gerações, o conheceu, atribuindo-lhe uma valência histórica que permite vivenciar o passado e o percurso desta confeitaria".

Simultaneamente, explicou o autarca, foi criada uma dinâmica tecnológica e virtual associada ao quotidiano actual, através do Museu do Bolo de Mel. Esta abordagem permite que quem desejar desfrutar das iguarias confecionadas na confeitaria o possa fazer e, ao mesmo tempo, acompanhar virtualmente todo o processo de confecção.

"Foi um processo longo e exigente, mas muito importante. Posso apenas falar dos últimos tempos, nomeadamente dos últimos três meses, período em que assumimos funções na autarquia. Esse período culminou com a abertura deste espaço, que representa a devolução à cidade de uma memória e de um local muito ansiado por muitos munícipes, como nos foi frequentemente referido", acrescentou, referindo-se a um espaço que demorou algumas décadas a ser recuperado.

A concessão tem a duração de quinze anos, atribuída por concurso público, limitado por prévia qualificação, e o museu estará aberto ao público, sendo que as questões relacionadas com entradas ou funcionamento serão tratadas pelo concessionário, na pessoa do empresário César Cunha, que se mostrou satisfeito por poder fazer parte da história do Funchal. “Queríamos deixar algo para o futuro. Um legado. Algo que fique na memória de todos os madeirenses”, disse, lembrando aquele que foi o desafio de dar corpo a um projecto tão emblemático.

Também o presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque, destacou o investimento realizado e o trabalho do empresário, que é também detentor da marca Confeitaria, com cerca de 250 funcionários sob a sua supervisão. Realçou sobretudo a forma como César Cunha tem aproveitado e maximizado o património regional. “É contar a história da Madeira de forma magistral”.