Debate quinzenal com primeiro-ministro mantém-se na sexta-feira
A conferência de líderes parlamentares decidiu hoje manter o agendamento do debate quinzenal com o primeiro-ministro para sexta-feira, pelas 10:00, anunciou o porta-voz, o deputado social-democrata Francisco Figueira.
O debate quinzenal com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, estava inicialmente previsto para hoje, às 15:00, mas foi remarcado para sexta-feira para permitir que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, se deslocasse esta tarde a Coimbra, onde se vive uma situação grave de risco de inundações.
Apesar de ter havido consenso em relação ao adiamento de hoje, num momento posterior a Iniciativa Liberal comunicou que não aceitaria que o debate fosse remarcado para sexta-feira, propondo, como alternativa, a próxima semana.
Face a esta posição da Iniciativa Liberal, o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, teve de convocar uma reunião de urgência da conferência de líderes, uma vez que a remarcação do debate com o primeiro-ministro, nos termos do Regimento, requer unanimidade.
No final da reunião, fontes parlamentares dizem que a Iniciativa Liberal, face à posição contrária das restantes bancadas, acabou por ceder no seu veto em relação à marcação para sexta-feira.
As mesmas fontes adiantam que a Inicitiva Liberal, quer por mensagem telefónica, quer por email, numa fase inicial, não se opôs de forma tácita à data proposta para o debate quinzenal com o primeiro-ministro, sexta-feira, embora sugerisse a próxima semana.
Perante os jornalistas, o porta-voz da conferência de líderes declarou: "Foi uma decisão unânime".
"Naturalmente, houve um debate que é próprio e que deu origem à realização desta conferência de líderes, mas foi entendimento de todos os grupos parlamentares que devia fazer-se esse reagendamento, até porque, como é do vosso conhecimento, o Governo não pediu para que o debate se fizesse na semana seguinte", disse.
Ainda de acordo com Francisco Figueira, "foi entendimento da conferência de líderes que, não acontecendo nada a contrário, não há razão para o adiamento [do debate quinzenal] ser mais prolongado".
"Se alguma circunstância ocorrer agora, nas próximas horas, ou nos próximos dias, cá estaremos para cumprir as funções que são da conferência de líderes e fazer algum reagendamento, se for esse o caso. Mas esperemos que a situação se mantenha estável e que seja possível fazer esse debate na data que hoje ficou determinado", acrescentou.