Empresas aumentaram o valor acrescentado em 92% em cinco anos
As empresas da Madeira aumentaram em 92% o valor acrescentado bruto entre 2019 e 2024. No mesmo período, o número de empresas cresceu 32% e o de trabalhadores 36%, segundo os dados apresentados por Amílcar Lourenço, administrador do Santander, na iniciativa 500 Maiores Empresas.
“Os números mostram claramente que este tecido empresarial da Madeira é dinâmico”, afirmou. Lourenço destacou ainda a evolução da rentabilidade das vendas, que chegou aos 17,8%, mais cinco pontos percentuais do que em 2019, e da autonomia financeira das empresas, que passou de 44% para 52%.
A relação entre dívida bancária e capital próprio também se alterou. Em 2024, por cada euro de capital próprio, as empresas tinham 0,91 euros de dívida bancária. Em 2019, eram 1,18 euros.
“É possível crescer, ganhando solidez e ganhando capacidade para crescer”, disse o administrador, defendendo que a próxima etapa da economia regional pode ser “mais transformadora” se as empresas aproveitarem a sua capacidade de investimento para ganhar escala, produtividade e competitividade.
Lourenço apontou ainda a força do mercado de trabalho e do turismo. Referiu uma taxa de desemprego na ordem dos 3,5% e um crescimento de 2,5% nas dormidas, acompanhado por uma subida superior a 8% nos proveitos turísticos.
A intervenção abordou também os riscos do contexto internacional, incluindo as tensões geopolíticas, a pressão sobre os custos e a incerteza associada à dívida e aos investimentos em novas tecnologias. “Todo este contexto traz desafios adicionais às empresas no dia-a-dia e obriga-nos a pensar e a planear de forma diferente”, afirmou.
O responsável do Santander destacou o papel das grandes empresas na economia regional. “As grandes empresas que estão aqui são hoje um bom exemplo” da capacidade de criação de valor, afirmou, acrescentando que estas empresas também “puxam pelas pequenas e médias empresas” e ajudam-nas a crescer.