PCP reclama valorização da carreira dos Técnicos de Diagnóstico e Terapêutica
Partido saúda adesão à greve desta sexta-feira na Madeira
O PCP manifestou solidariedade com os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica que participaram na greve realizada esta sexta-feira, 9 de Outubro, na Região, considerando que a adesão à paralisação demonstra a necessidade de dar resposta às reivindicações destes profissionais.
Técnicos Superiores de Diagnóstico manifestam-se no Funchal
Profissionais de diferentes áreas exigem melhores condições salariais e reconhecimento das especificidades da carreira
Em comunicado, o partido afirma que estes trabalhadores são "imprescindíveis ao funcionamento do Serviço Regional de Saúde", mas "continuam a ser mal pagos, desvalorizados e ignorados por quem governa".
Segundo o PCP, "existem trabalhadores com 30 e 40 anos de serviço que continuam a auferir salários iguais ou inferiores aos profissionais que ingressaram na carreira recentemente".
Entre as principais reivindicações estão a aprovação e aplicação do diploma regional de actualização da carreira, a comunicação dos pontos já atribuídos e a regularização dos que se encontram em falta até 31 de Dezembro de 2025.
Os trabalhadores reclamam também a aplicação do acelerador regional de progressões aos profissionais com contrato individual de trabalho e a adaptação do sistema de avaliação de desempenho à realidade regional.
A contratação de mais profissionais, o combate à precariedade e a revisão das posições remuneratórias são outras das matérias destacadas pelo partido, que refere ainda a necessidade de nomeação para cargos de coordenação e de técnico superior director.
O PCP defende igualmente o reconhecimento da penosidade e dos riscos associados à actividade, nomeadamente a exposição a radiações e a agentes biológicos, cancerígenos e mutagénicos.
O partido atribui a realização da greve à ausência de respostas dos Governos às reivindicações dos trabalhadores e das respectivas estruturas representativas. Na nota, considera que a participação na jornada de luta reforça a necessidade de valorizar os profissionais e os serviços públicos.