Maduro e Cilia Flores serão acusados por tortura de cidadãos dos EUA
O líder venezuelano deposto Nicolás Maduro e a mulher, Cilia Flores, poderão enfrentar novas acusações por alegada tortura contra norte-americanos na Venezuela, segundo informou hoje a estação CNN.
Maduro e Flores deverão ser acusados pelos procuradores de Nova Iorque de torturar cidadãos norte-americanos que estiveram em prisões venezuelanas, adiantou a CNN, que cita várias fontes ligadas à investigação.
No processo que corre no Tribunal Federal do Distrito Sul de Nova Iorque, o ex-casal presidencial já enfrenta acusações de conspiração para traficar cocaína para os Estados Unidos e de posse e conspiração para possuir armas destrutivas. Maduro é ainda acusado de narcoterrorismo.
Fontes próximas da investigação adiantaram à estação que a nova acusação poderia basear-se na detenção ilegal - segundo o Governo - de mais de uma dezena de norte-americanos nas prisões venezuelanas enquanto Maduro esteve no poder.
Uma das fontes indicou que esta acusação também poderia ser estendida a outras pessoas, igualmente acusadas de torturar cidadãos norte-americanos.
O anúncio das novas acusações poderá ser feito publicamente já na quinta-feira, quando o juiz responsável pelo caso, Alvin Hellerstein, tem prevista uma audiência sobre o pedido de prisão domiciliária apresentado por Flores, acrescenta a estação.
Os advogados da ex-primeira-dama da Venezuela alegam que sofre uma delicada e progressiva deterioração do seu estado de saúde cardíaco, agravada durante os meses de prisão, onde partilha a unidade com mais de 40 reclusas num ambiente que consideram contraproducente para qualquer recuperação médica.
Maduro e Flores estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) de Brooklyn, para onde foram transferidos em janeiro passado após terem sido detidos pelas forças norte-americanas no palácio presidencial de Caracas.
Ambos se declararam inocentes de todas as acusações que enfrentam.