Moedas alerta que República morre quando cidadãos deixam de acreditar nela
O presidente da Câmara de Lisboa alertou hoje que uma República não morre apenas quando é atacada, mas quando os cidadãos deixam de acreditar nela, durante a cerimónia comemorativa do 116.º Aniversário da Implantação da República.
"Uma República não morre apenas quando alguém a ataca, começa a morrer quando os seus cidadãos deixam de acreditar nela, quando as leis passam a ser vistas como obstáculos, quando a prudência se confunde com medo", começou por referir no seu discurso Carlos Moedas, anfitrião pela 5.ª vez da cerimónia de comemoração do 05 de Outubro, na Praça do Município, em Lisboa.
O autarca apontou "o partidarismo cego", "o discurso radical" e "a cultura da impunidade" como "sinais desse afastamento".
"A causa comum deixa de nos unir e cada um fica apenas com a sua causa", vincou o presidente da Câmara Municipal de Lisboa (CML).