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Portosantense 1948 diz continuar sem resposta da AFM

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O Sport Clube Portosantense 1948 afirma que continua a aguardar uma resposta da Associação de Futebol da Madeira (AFM) aos e-mails enviados pelo clube e pelo seu Departamento Jurídico, na sequência da decisão que colocou em causa a participação da equipa nas competições da Associação.

Portosantense 1948 contesta decisão e promete ir "até ao fim"

Clube diz que a inscrição foi aceite e chegou a ter atletas validados

Roberto Ferreira , 25 Setembro 2026 - 09:29

Num novo comunicado, a Direcção do clube manifesta desagrado pela ausência de resposta e considera que uma instituição com 110 anos de história deveria pautar a sua relação com os clubes por princípios de “respeito, diálogo, transparência e consideração”.

“Estamos a falar de uma instituição com 110 anos de história. Uma instituição com essa responsabilidade deveria ser um exemplo de respeito, diálogo, transparência e consideração para com os clubes que representa”, afirma o Portosantense.

“Os clubes são a base do futebol”, sublinha a Direcção, que considera difícil compreender que, perante pedidos de esclarecimento sobre assuntos que considera relevantes, não obtenha resposta. "Por isso, custa compreender que, quando um clube procura esclarecimentos e respostas sobre assuntos importantes, encontre o silêncio", refere.

“Os clubes não podem ser lembrados apenas quando chega o momento de pagar. Também têm de ser respeitados quando chega o momento de ouvir, esclarecer e responder”, acrescenta.

O novo comunicado surge depois de o Portosantense ter anunciado que iria recorrer aos mecanismos regulamentares e legais disponíveis para contestar a decisão relativa à sua participação nas provas da AFM.

O clube tinha então alegado que o seu processo de inscrição chegou a ser aceite e operacionalizado, com atribuição de número oficial, registo na plataforma SCORE e submissão de inscrições de atletas, algumas das quais, segundo a Direcção, foram validadas e aprovadas.

O Portosantense questionou também os fundamentos que estiveram na origem da decisão e afirmou ter apresentado soluções para minimizar os custos associados às deslocações das equipas ao Porto Santo.

Agora, a direcção volta a exigir esclarecimentos, mas centra as críticas na ausência de resposta aos contactos já efectuados.