Afluência às urnas em Israel atinge recorde de 44,9% às 14:00
A taxa de participação nas eleições legislativas de hoje em Israel situava-se nos 44,9% às 14:00 locais (12:00 em Lisboa), representando a maior afluência às urnas a esta hora desde que há registos.
De acordo com a comissão eleitoral de Israel, mais de três milhões de eleitores já tinham votado às 14:00, sendo esta a afluência mais elevada a esta hora desde que os dados horários começaram a ser registados em 1973, com a taxa de 44,9% a superar o anterior máximo verificado à mesma hora (42,4% nas eleições de 1977) e a ficar muito acima daquela verificada nas anteriores eleições, em 2022 (38,9%).
"Superámos todos os recordes registados pela Comissão Eleitoral Central. Não se verificava uma afluência às urnas a nível nacional destas desde 1973", afirmou o diretor-geral interino da comissão, Dean Livne, citado pela imprensa israelita.
Tanto o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, como o seu principal rival, o antigo chefe do Exército Gadi Eisenkot, já votaram, num dia em que mais de 7,3 milhões de israelitas são chamados às urnas.
Nestas eleições, Netanyahu joga a sua permanência no poder após quatro anos marcados pelo ataque terrorista do Hamas, a 07 de outubro de 2023, frente a um bloco heterogéneo de forças que, liderado por Eisenkot, procura destroná-lo e pôr fim ao governo mais à direita que Israel teve desde a sua criação, em 1948.
Em jogo nestas eleições, já classificadas como uma das mais incertas de sempre em Israel, estão os 120 lugares do Parlamento (Knesset) e a consequente governação do país.
Para governar com maioria absoluta, um partido ou coligação precisa de reunir pelo menos 61 lugares parlamentares.
Os israelitas votam em listas partidárias e não em candidatos individuais. Neste escrutínio, constam no boletim de voto 37 partidos, mas apenas aqueles que ultrapassem a fasquia eleitoral de 3,25% entram no Knesset.