Taxa turística de 4 euros
Assistimos recentemente ao anúncio do aumento das taxas turísticas para 4 euros em alguns concelhos, o que representa, desde logo, uma duplicação do valor. Antes dessa loucura, seria bom demonstrar como tem sido aplicada a taxa até agora.
Só para exemplificar alguns aspectos, há problemas regulares de esgotos no mar, falta de limpeza urbana, jardins por cuidar, trânsito caótico, pisos por regularizar, velocidade desenfreada sem radares, espaços turísticos a transbordar, falta de estacionamentos com a devida sinalização de ocupação, etc.
No caso do Porto Santo, a situação piora quando o presidente da Câmara defende um destino de qualidade, mas há lixo por recolher, a ribeira central da cidade conspurcada, ribeiros cheios de canavieiras que invadem as casas, mosquitos e moscas por todo o lado, passadiços por arranjar, monstros de sucata à beira das estradas, ruído nas festas até às tantas, falta de acessos condignos e estacionamentos, falta de lava-pés para retirar a areia, etc.
Enfim, tenham mundo! Viajem um pouco, com o vosso dinheiro, e aprendam o que é um destino de qualidade para uma taxa de 4 euros.
Em relação ao Porto Santo, a maior fatia recai sobre os madeirenses, que sustentam a ilha.
JDF