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Madeira

João Abel de Freitas põe 1.250 euros em jogo pela criatividade

Homenageado da Mesclarte’26 compromete-se a angariar verba para a Associação das Indústrias Criativas e defende o valor económico das ideias

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Foto Rui Silva, ASPRESS

Recebeu uma homenagem, mas decidiu retribuir com um compromisso concreto: João Abel de Freitas vai colocar a sua criatividade ao serviço da Associação das Indústrias Criativas, procurando angariar 1.250 euros até Outubro de 2027. Entre anedotas e gargalhadas, o empresário transformou a intervenção na Mesclarte’26 numa defesa do pensamento fora da caixa e da capacidade de gerar valor através das ideias.

O homenageado recorreu a várias histórias humorísticas para ilustrar como a curiosidade e a criatividade podem ajudar a encontrar soluções inesperadas para problemas do quotidiano. A mensagem foi clara: a criatividade não se limita ao domínio artístico, podendo também contribuir para a inovação, o bem-estar e a criação de riqueza.

“A curiosidade é a mãe da criatividade”, afirmou, sublinhando a importância da informação e da experimentação para testar ideias, avaliar a sua viabilidade, reduzir riscos e aprender com os erros.

Evocando o pensamento de John Howkins sobre a economia criativa, João Abel de Freitas destacou o valor das ideias e do conhecimento numa economia centrada nas pessoas. Defendeu que a criatividade constitui um activo económico fundamental e que a sua aplicação prática pode gerar novas oportunidades.

Foi neste contexto que anunciou a intenção de angariar 1.250 euros para apoiar a associação, como forma de agradecer o trabalho desenvolvido na promoção das indústrias criativas. O compromisso, explicou, resulta do reconhecimento pelo esforço de criação de condições favoráveis ao desenvolvimento e à divulgação de projectos culturais e criativos.

A terminar, agradeceu a distinção e deixou uma mensagem de incentivo à organização, recordando uma frase atribuída a Steve Jobs sobre aqueles que acreditam que podem mudar o mundo.

“Parto como cheguei: fora da caixa”, declarou, encerrando uma intervenção em que o humor serviu de veículo para uma mensagem sobre criatividade, inovação e empreendedorismo