Dinamarca diz a Trump que ele não tem qualquer direito preferencial na Gronelândia
O governo dinamarquês disse hoje a Donald Trump que ele não tem qualquer direito preferencial sobre a exploração de matérias-primas na Gronelândia, depois de este anunciar operações "massivas" de petróleo, gás e minerais na ilha.
"A exploração em larga escala de petróleo, gás e minerais está prestes a começar na nossa bela e nova Gronelândia!", escreveu Trump na sua rede social, classificando também o território como crucial para a segurança do seu país e da Europa.
"Se os EUA querem explorar o subsolo da Gronelândia, terão de o fazer no quadro da legislação pertinente da Gronelândia", afirmou o governo dinamarquês, em resposta divulgada pela televisão pública dinamarquesa TV2.
Acrescentou também que o novo acordo entre a Gronelândia, a Dinamarca e os EUA "não outorga aos investidores norte-americanos direitos especiais sobre as matérias-primas da Gronelândia", pelo que "não têm direitos preferenciais sobre os investidores de outros países da NATO, da União Europeia e parceiros da NATO".
Há três semanas, EUA, Dinamarca e Gronelândia assinaram, à margem da Assembleia Geral da ONU, um acordo de segurança depois de Trump ter ameaçado invadir a ilha ártica.
Depois da assinatura, o próprio Trump afirmou que o acordo permite a Washington assumir de forma permanente o controlo da segurança da ilha, ao passo que a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen.
O acordo mantém formalmente a soberania dinamarquesa sobre a Gronelândia e reconhece o direito da sua população à autodeterminação, ao mesmo tempo que consagra o reforço da presença militar dos EUA na ilha.