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Velocidade excessiva causou 154 mortes nas estradas em três anos

Campanha "Viaje sem Pressa" decorre de 13 a 19 de Outubro, com cinco acções de sensibilização e fiscalização no território continental.

Foto Depositphotos
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A velocidade excessiva ou inadequada às condições da via esteve associada a acidentes que provocaram 154 mortos e 563 feridos graves entre 2023 e 2025, segundo dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR). Para alertar para os riscos deste comportamento, a ANSR, a Guarda Nacional Republicana (GNR) e a Polícia de Segurança Pública (PSP) lançam esta terça-feira, 13 de Outubro, a campanha "Viaje sem Pressa", que decorre até dia 19.

Esta é a décima das 11 campanhas previstas no Plano Nacional de Fiscalização (PNF) de 2026 e combina acções de sensibilização, asseguradas pela ANSR, com operações de fiscalização da GNR e da PSP, dirigidas a comportamentos de risco relacionados com a velocidade.

A iniciativa prevê cinco acções conjuntas no território continental, complementadas por comunicação nos meios digitais, com o objectivo de prevenir acidentes e sensibilizar os condutores para a importância de adaptar a velocidade às condições de circulação.

As autoridades alertam que respeitar os limites de velocidade indicados na sinalização nem sempre é suficiente. A chuva, a redução da visibilidade, a intensidade do trânsito ou a presença de peões e ciclistas podem exigir uma diminuição adicional da velocidade.

Quanto maior for a velocidade, maior será a distância necessária para imobilizar o veículo e mais graves poderão ser as consequências de um acidente.

A campanha apela aos condutores para que planeiem as deslocações com tempo, não tentem compensar atrasos acelerando, respeitem os limites estabelecidos e ajustem a velocidade ao estado da estrada, ao trânsito e às condições meteorológicas. É também recomendado especial cuidado junto de escolas, passadeiras e locais frequentados por peões ou ciclistas, bem como a manutenção de uma distância de segurança que permita reagir atempadamente.

O Plano Nacional de Fiscalização é desenvolvido anualmente pela ANSR, em articulação com a GNR e a PSP, tendo por base as recomendações europeias e o quadro estratégico Visão Zero 2030, que estabelece como objectivo eliminar as mortes e os feridos graves nas estradas portuguesas até ao final da década.