Cotrim Figueiredo espera que portugueses estejam a ser protegidos
O candidato presidencial João Cotrim Figueiredo espera que os portugueses que estão na Venezuela estejam a ser apoiados e protegidos, depois da intervenção militar dos Estados Unidos.
"A comunidade portuguesa na Venezuela deve ser protegida, portanto, espero que os serviços diplomáticos portugueses, incluindo a Presidência da República, estejam já em campo para assegurar todo o apoio que seja necessário aos portugueses que ainda estão na Venezuela e aos portugueses que, agora, possam ter a ideia de regressar à Venezuela depois de um exílio forçado nos últimos anos", afirmou o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, no final de uma visita ao Mercado de Loulé, no distrito de Faro.
Portugal "acompanha ao minuto" situação na Venezuela
Portugal está "a acompanhar a situação na Venezuela ao minuto", disse à Lusa uma fonte do Governo, após várias explosões em Caracas, que denunciou uma "gravíssima agressão militar".
Presidente da República acompanha situação na Venezuela
O Presidente da República está a acompanhar a situação na Venezuela, em articulação com o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, após explosões em Caracas, que denunciou uma agressão dos Estados Unidos da América.
Além disso, o eurodeputado considerou que qualquer infração ao direito internacional é, por si só, criticável, acrescentando que a ação militar dos Estados Unidos não foi precedida por qualquer consulta com nenhum aliado ou instituição multilateral.
"Mas, ao mesmo tempo, também dizer que a comunidade internacional não soube lidar com uma ditadura na Venezuela que há demasiado tempo oprime o povo venezuelano e usurpou as eleições de há dois anos", referiu.
Cotrim Figueiredo espera que rapidamente se estabeleça a normalidade naquele país e que o povo venezuelano tenha a oportunidade de expressar a sua opinião livre quanto ao futuro que deseja ter e que isso corresponda a um período de paz e de prosperidade.
"E que permita a todos, venezuelanos e à comunidade portuguesa que possa lá querer regressar, uma vida mais calma e mais próspera", insistiu.
O eurodeputado contou ainda que quando soube da intervenção militar contactou a oposição venezuelana, nomeadamente Maria Corina Machado e Pedro Urruchurtu, de quem é amigo, para se inteirar da situação, mas as informações disponíveis eram ainda "muito pouco claras".
Líderes da oposição venezuelanos recusam comentar ataques dos EUA
A líder da oposição venezuelana e Nobel da Paz 2025, María Corina Machado, bem como o antigo candidato presidencial da oposição Edmundo González Urrutia escusaram-se a comentar para já os ataques aéreos contra a Venezuela atribuídos aos Estados Unidos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou hoje um "ataque em grande escala" na Venezuela para a captura do chefe do Estado venezuelano, Nicolas Maduro, que foi retirado à força do país.
O Governo de Caracas denunciou uma "gravíssima agressão militar" dos Estados Unidos, após explosões na capital durante a noite, e decretou o estado de exceção.
É desconhecido, para já, o paradeiro de Nicolas Maduro.
Trump afirma na Truth Social que EUA capturaram Nicolás Maduro
Uma alegada publicação atribuída a Donald J. Trump, divulgada na rede social Truth Social, está a gerar forte impacto internacional ao afirmar que os Estados Unidos realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e que o Presidente Nicolás Maduro terá sido capturado e retirado do país, juntamente com a sua esposa.