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Assembleia Legislativa Madeira

Micaela Freitas lembra que a carreira dos técnicos de diagnóstico foi travada por uma moção de censura

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Micaela Freitas está no parlamento para defender um diploma que cria um complemento remuneratório para os cargos de direcção e coordenação da carreira dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica da Região Autónoma da Madeira.  Na galeria da Assembleia estão membros da associação que representa estes profissionais.

"Falamos de profissionais altamente qualificados, com formação superior especializada, que desempenham funções essenciais na Saúde, na Educação e nas respostas sociais desenvolvidas pelo Governo Regional da Madeira", afirmou a secretária regional de Saúde e Protecção Civil..

Durante anos, lembra, os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica "viram as suas responsabilidades aumentar, acompanharam a evolução científica e tecnológica do setor, adaptaram-se a novos métodos, novos equipamentos e novas exigências".

O diploma que hoje está no parlamento, lembra a secretária, irá permitir atualizações salariais por trabalhador, num valor médio mensal de 168€.

"Uma proposta que já poderia estar implementada e reforçada, se a Oposição desta casa não tivesse avançado com uma moção de censura, apresentada pelo partido Chega e que teve a concordância de partidos que dizem não se rever na forma de estar do Chega, mas que lhes deram a mão, no caso, PS, JPP, Iniciativa Liberal e PAN", afirmou.

E a verdade, diz, é que "foi precisamente por irresponsabilidade da Oposição, que só hoje é possível apresentarmos esta proposta, que foi desenhada com a recolha de múltiplos contributos, e após várias reuniões com o Sindicato Nacional dos TSDT, com a Associação dos TSDT na Região e com o Conselho Técnico dos TSDT, com a elaboração de cálculos e estimativas orçamentais e com o devido enquadramento orçamental, tudo facilmente perceptível e enquadrado na linha do tempo que decorreu entre a tomada de posse do XVI Governo Regional da Madeira e a apresentação deste diploma".

A moção de censura aprovada a 17 de Dezembro de 2024, "cinco dias após a apresentação de uma proposta de decreto legislativo destinado a valorizar a carreira dos TSDT serviu, tão somente, para explorar momentos de dificuldade numa crise desnecessária, que impediu a resolução atempada da legítima aspiração desta classe profissional".

Este Parlamento revelou, protesta, "ser um palco de manobras que visavam apenas criar instabilidade, sem qualquer benefício para os cidadãos". 

O governo garante o pagamento de retroactivos em função do diploma que será aprovado.