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Madeira

O caso dos jovens náufragos marroquinos encontrados no Porto Santo

‘Canal Memória’ ruma a 1992

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Quatro jovens marroquinos foram encontrados, há 34 anos, no ilhéu de Cima, no Porto Santo, supostamente depois de terem naufragado. Aliás, terão mesmo sido ‘abandonados’ depois de terem viajado de forma clandestina numa embarcação de bandeira panamiana.

Os náufragos foram presentes à Polícia Judiciária para serem identificados e depois ficaram sob alçada do Serviço de Estrangeiros. O Procurador da República na Madeira, na época, indicou ao DIÁRIO que os marroquinos não estavam presos, mas que eram arguidos num processo levantado pelo Ministério Público, que queria apurar a razão e circunstâncias da sua chegada à Região, bem como sobre os danos que provocaram no farol do ilhéu o que, aliás, levou à sua localização.

Ao que o nosso matutino apurou, os jovens afirmavam ter destruído a lâmpada para chamar a atenção para a sua presença, tendo em conta que já se encontravam no ilhéu há dois dias, sem que ninguém os tivesse detectado.

As poucas informações davam conta de que tinham embarcado clandestinamente num barco, cujo nome não estava registado. Terão embarcado em Casablanca e tinham como destino Espanha, mas foram descobertos entretanto. As declarações dos jovens apresentavam algumas incongruências, nomeadamente, não se encontrava a prancha em que diziam ter estado à deriva durante 12 horas e as suas roupas não tinham aspecto de ter passado pela tormenta que relataram como maus-tratos por parte da tripulação da embarcação, horas no mar e dois dias em terra.