JPP quer que a Assembleia Legislativa reconheça o “legado único” de Francisco Simões
No seguimento da apresentação de um Voto de Pesar pela morte do escultor e pintor Francisco Simões, o Juntos Pelo Povo (JPP) solicitou esta terça-feira, 20 de Janeiro o reconhecimento, por parte da Assembleia Legislativa da Madeira do "contributo inestimável prestado à Região, quer através da sua atividade docente inovadora, quer através do seu vasto legado artístico”.
Em nota emitida, o maior partido da oposição na Região recorda que foi na Madeira que o escultor e pintor Francisco Simões encontrou a quietude para a sua valiosa criação e vasta obra. Natural do continente, Francisco Simões radicou-se na Ilha em 1969. Foi aqui que concluiu a sua formação na Academia de Música e Belas Artes, em 1974.
Logo depois, iniciou um percurso pedagógico transformador. Foi o primeiro diretor da Escola da Ribeira Brava (1972-1975), “onde deixou uma marca indelével ao implementar um modelo de ensino humanista, centrado na arte como ferramenta de desenvolvimento pessoal e comunitário”, acrescenta o Grupo Parlamentar do Juntos Pelo Povo (JPP).
Na Madeira, criou o Centro das Artes Francisco Simões, instalado na Quinta da Alegria e uma das suas últimas obras é “A Professora”, instalada sobre a ponte que liga a Calçada da Caboqueira à Rua da Carreira, pode ler-se no comunicado do partido.
Ao longo de décadas, Francisco Simões foi mais do que um artista, "foi um embaixador da cultura madeirense e um defensor incansável da democratização do acesso à arte. O seu falecimento, ocorrido a 16 de janeiro de 2026, deixa um vazio imenso no panorama cultural português e, em particular, na comunidade artística regional que o adotou como um dos seus maiores expoentes”, sublinha o Grupo Parlamentar do JPP.
A sua obra é um “legado único, encontra-se espalhada em todo o mundo, é marcada pela celebração da forma feminina e pela ligação à poesia”, conclui a nota.