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Madeira

Alberto João Jardim critica obrigatoriedade de inscrição dos madeirenses para acesso aos percursos pedestres

Antigo presidente do Governo Regional fala em “legítima resistência civil”

Foi nos governos liderados por Alberto João Jardim que a Madeira definiu uma rede de percursos pedestres cuja manutenção era assegurada pelo erário público. Nas imagens, a inauguração, em 2004, do primeiro 'Um percurso para todos', na ligação entre o Pico das Pedras e as Queimadas, em Santana.  Ver Galeria
Foi nos governos liderados por Alberto João Jardim que a Madeira definiu uma rede de percursos pedestres cuja manutenção era assegurada pelo erário público. Nas imagens, a inauguração, em 2004, do primeiro 'Um percurso para todos', na ligação entre o Pico das Pedras e as Queimadas, em Santana. , Foto Arquivo

O antigo presidente do Governo Regional tem sido bastante crítico em relação ao novo modelo de controlo de acessos aos percursos pedestres classificados da Região, que entrou em vigor no dia de ontem, 1 de Janeiro de 2026. 

Nos últimos três dias, Alberto João Jardim já deu conta, por duas vezes, da sua opinião sobre esta matéria, discordando que os madeirenses tenham de se inscrever “para percorrerem livremente o seu território”.

Já no último dia do ano, o antigo líder regional dizia que “2026 começa muito mal”, especificando o seu desagrado por tal situação. “A propaganda oficial ameniza com um ridículo «ao menos os madeirenses não pagam”, podemos ler na referida publicação. E lança a dúvida “que razões poderosas e ocultas estão a sustentar uma situação destas, ao que chegámos?!”.

Hoje, numa espécie de mensagem de ano novo, onde toca vários aspectos, incluindo o caso do vereador da Câmara Municipal do Funchal que atropelou uma pessoa na manhã de ontem quando conduzia embriagado, Alberto João Jardim volta a atirar-se ao modelo que entrou agora em vigor.

E lança outra dúvida: “Quem tem terrenos ou é coproprietário de levadas, tem de ‘inscrever-se’ todos os dias para ir cuidar do que lhe pertence?!”

Jardim fala mesmo em “legítima resistência civil” ao novo modelo, perante os atropelos que diz estarem a ser implementados.

“Estamos perante uma situação constitucional de legítima resistência civil, apesar do volume de meios públicos empenhados numa campanha de propaganda”, concretiza o antigo presidente do Governo Regional.

De acordo com a Portaria n.º 801/2025, de 10 de Dezembro, que estabelece as taxas e os respectivos montantes a cobrar pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), desde ontem que todos os utilizadores dos Percursos Pedestres Classificados estão obrigados ao registo prévio no portal Simplifica.

No caso dos residentes, embora estejam isentos do pagamento, estão em pé de igualdade com os visitantes, pese embora, vários membros do Governo Regional já tenham garantido que existirão vagas específicas para oa madeirenses. Até ao momento ainda não foram anunciadas quantas são as vagas por slot para os locais, nem tão pouco foi dado a conhecer o número limites de vagas em cada slot de 30 minutos nos restantes casos. 

Esta situação já motivou a manifestação de descontentamento por vários madeirenses habituais a fazer caminhadas com regularidade, tendo mesmo levado a uma 'manifestação', no passado dia 21 de Dezembro. 

Albuquerque inflexível no registo dos percursos pedestres

Presidente diz que organização “é para benefício de todos” apesar da contestação no Curral das Freiras

Orlando Drumond , 22 Dezembro 2025 - 12:49

Na sequência dessa concentração, e quando confrontado pelos jornalistas quando ao assunto, Miguel Albuquerque foi claro: "Nós não vamos voltar atrás. Podem contestar o que quiserem, mas a organização é para benefício de todos", afirmou o presidente do Governo Regional.