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Congresso do PS-M Madeira

Carneiro aponta Célia Pessegueiro ao Governo Regional

Líder do PS defende unidade, critica AD e reafirma compromisso com a autonomia

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Foto Rui Silva/ASPRESS

O secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, traçou este domingo um elogio político firme a Célia Pessegueiro, na sessão de encerramento do 23.º Congresso Regional do PS-Madeira, apontando-a como futura presidente do Governo Regional e sublinhando que “basta que os socialistas da Madeira estejam unidos e coesos” para que isso aconteça.

Na sua intervenção, José Luís Carneiro destacou o percurso de Célia Pessegueiro como “uma voz política consagrada” e exemplo da capacidade das lideranças femininas, lembrando que liderou desde muito jovem os Jovens Socialistas da Madeira e que, enquanto autarca, foi indutora da mudança da voz socialista no poder local democrático. “Aquele poder que bate mais próximo no coração das pessoas”, afirmou, sublinhando a importância da proximidade, da escuta e da participação cívica na construção de melhores soluções políticas.

O líder socialista defendeu que a experiência autárquica deu a Célia Pessegueiro uma visão mais madura das aspirações, inquietações e obstáculos enfrentados por quem quer “fazer mais e melhor”, realçando ainda a força das mulheres na transformação das condições de vida colectivas na região. Com base também na “intuição política” que, segundo disse, nasce da experiência, José Luís Carneiro afirmou acreditar que Célia Pessegueiro está destinada a ser a primeira mulher a presidir ao Governo Regional da Madeira.

José Luís Carneiro reiterou que o PS-Madeira tem “a melhor proposta política para servir a Região Autónoma da Madeira” e que as suas prioridades vão ao encontro das necessidades das pessoas, “porque é para as pessoas que se faz a política”. Garantiu ainda que Célia Pessegueiro conta com “todo o PS nacional”.

Uma parte significativa do discurso foi dedicada à crítica ao Governo da AD, liderado por Luís Montenegro, em particular à proposta relativa à mobilidade. Para o secretário-geral do PS, essa proposta afronta o artigo 13.º da Constituição da República Portuguesa e constitui “uma discriminação inaceitável” e um “atentado à soberania das regiões autónomas”. Garantiu que, enquanto secretário-geral do PS e eventual primeiro-ministro, nunca adoptaria uma atitude semelhante, assegurando “maior respeito pelo Estatuto da Autonomia Regional da Madeira e dos Açores”.

No plano nacional, José Luís Carneiro abordou as eleições presidenciais, afirmando que está em causa a defesa da Constituição e dos valores de Abril. Criticou candidatos que, segundo disse, querem “romper com a Constituição”, aludindo também ao candidato da Iniciativa Liberal, Cotrim de Figueiredo, e a discursos contra os partidos, numa referência ao almirante Gouveia e Melo. Em contraponto, afirmou que há uma candidatura que garante os compromissos com a Constituição, a liberdade e os valores de Abril, referindo-se ao socialista António José Seguro.

A concluir, o líder do PS apelou à “unidade na diversidade”, afirmando que o povo da Madeira terá oportunidade de avaliar, no futuro, as propostas e políticas que o PS pretende implementar à frente do Governo Regional.