Lobos matam 14 ovelhas em Vimioso
Um ataque de lobos no concelho de Vimioso, distrito de Bragança, causou, na sexta-feira, a morte a 14 ovelhas, a maioria cordeiros, e deixou uma em estado grave, contou hoje à Lusa o proprietário dos animais.
Em declarações à Lusa, Cândido Rodrigues explicou que, ao meio da tarde de sexta-feira, ao abrir a cerca da propriedade na freguesia de Carção, no concelho de Vimioso, se apercebeu do ataque onde participaram "pelo menos sete lobos".
Ainda segundo o pastor -- cujo rebanho não tinha ainda sido alvo de qualquer ataque - há 14 ovelhas mortas, a maioria cordeiros, e uma gravemente ferida.
Para os pastores do Planalto Mirandês, os ataques de lobos ocorridos são "uma calamidade", pelo que pedem a atuação do Governo para ajudar a solucionar este problema que causa "avultados prejuízos".
Em 19 de setembro de 2025, o ICNF avançava à agência Lusa que, desde 2024, tinham sido registados 32 ataques de lobos, na região do Planalto Mirandês, território fronteiriço do distrito de Bragança.
Só no concelho de Miranda do Douro, num mês, foram registados cinco ataques de lobos nas localidades de Malhadas, Fonte Ladrão, Genísio, Águas Vivas e Palancar que resultaram na morte de algumas dezenas de animais e ferimentos graves noutras dezenas.
Também no concelho de Mogadouro e Vimioso há relatos de lobos em 2024 e em 2025.
As proximidades dos ataques dos lobos às aldeias também estão a sobressaltar os produtores de ovinos e caprinos deste território transmontano uma vez que os mesmo aconteceram muito próximo das aldeias.
Um grupo de pastores do Planalto Mirandês queixou-se que os ataques de lobos ocorridos desde o início do ano são "uma calamidade" e pedem a atuação do Governo para ajudar a solucionar este problema que causa "avultados prejuízos".
Segundo o ICNF, o lobo ibérico possui em Portugal o estatuto de espécie em perigo, que lhe confere o Estatuto de Espécie Protegida.
Em julho, foi apresentado o Programa Alcateia 2025-2035, de proteção do lobo ibérico, que tem para este ano um orçamento de 3,3 milhões de euros e contempla a revisão das indemnizações por ataques de lobos a gado, aproximando-as dos valores de mercado.