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Investigação Judicial Madeira

Alberto João Jardim fala em "provocação ao povo madeirense"

Antigo presidente do Governo Regional pede reforma dos tribunais administrativos, do Ministério Público e da Polícia Judiciária

Alberto João Jardim com Miguel Albuquerque, aquando da homenagem daquele na Assembleia Legislativa da Madeira, em 2018.
Alberto João Jardim com Miguel Albuquerque, aquando da homenagem daquele na Assembleia Legislativa da Madeira, em 2018., Foto Arquivo/ASPRESS

Em causa a polémica criada em torno do megaprocesso de investigação judicial sobre alegada corrupção na Madeira, no âmbito do qual ontem foi decretada a libertação dos arquidos pelo juiz de instrução por não existirem indícios dos crimes de que são acusados pelo Ministério Público.

O antigo presidente do Governo Regional não se tem coibido de comentar a actualidade política regional, servindo-se frequentemente das redes sociais, nomeadamente o X (antigo Twitter) para marcar a sua posição.

Desta vez, e perante a decisão de o juiz de instrução ter dedicido pela libertação dos arguidos do processo sobre alegada corrupção na Madeira, Pedro Calado, Avelino Farinha e Custódio Correia, Alberto João Jardim veio criticar o papel dos tribunais e do Ministério Público. 

"Por acção do Ministério Público caíu um Governo da República, um Governo Regional, o presidente da maior Câmara da Madeira e degolar-se-ia a estratégia autonómica de substituir o poder económico exterior por um poder económico madeirense", diz o antigo governante madeirense. 

Realçando o facto de todos eles terem sido postos em liberdade, Jardim pede a reforma de várias estruturas, nomeadamente dos tribunais, o Ministério Público ou a Polícia Judiciária, não sem antes criticar o dinheiro gasto no que diz ser uma "provocação ao povo madeirense". 

É preciso, entende, "intervir" e "reformar" tais organismos. 

Desde o início da investigação e consequente crise política regional, Alberto João Jardim apressou-se a 'reivindicar' a realização de eleições antecipadas na Madeira, exigência que não sabemos que o antigo governante mantém perante os novos desenvolvimentos de todo o processo.