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ACNUR alerta para número recorde de ataques a civis na RDCongo em 2020

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Mais de dois mil civis foram mortos em 2020 pelas milícias rebeldes na República Democrática do Congo (RDCongo), revelou hoje a Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), que alertou para a continuação da violência na região.

Dos dois mil civis mortos, 590 foram executados na província oriental de Kivu do Norte, onde os assassínios e sequestros continuaram no início deste ano, especialmente nos campos de deslocados onde não estão localizadas as forças de segurança congolesas, disse o porta-voz da organização, Babar Baloch, em conferência de imprensa.

Entre dezembro de 2020 e janeiro deste ano, pelo menos sete incursões de grupos armados foram relatadas em cinco campos diferentes que albergam pessoas deslocadas nas proximidades da cidade de Masisi.

Uma dessas milícias impôs recolher noturno obrigatório no campo de refugiados de Kivuye, em Masisi, durante o qual visitam as casas para extorquir dinheiro às pessoas em troca de "proteção".

Os grupos armados justificam estas ações alegando que alguns moradores estão a colaborar com milícias rivais ou com as forças de segurança congolesas.

Noventa por cento dos deslocados vivem em comunidades de acolhimento, embora mais de 88 mil residam nos 22 campos apoiados pelo ACNUR e pela Organização Internacional para as Migrações (OIM).

Mais de cinco milhões de pessoas foram afetadas pela insegurança e pela violência na RDCongo nos últimos dois anos, com quase dois milhões de deslocados em Kivu do Norte, segundo a ONU.

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