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Madeira

Superior recebe 658 alunos para 1.563 finalistas

Entradas nas licenciaturas e mestrados integrados na Madeira equivalem a 42% das conclusões do secundário registadas na Região

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Retrato da Fundação Francisco Manuel dos Santos/Pordata coloca a Madeira com a terceira relação mais baixa entre as nove regiões analisadas.

Por cada 100 alunos que concluíram cursos gerais do ensino secundário na Madeira em 2023/24, foram registadas, no ano lectivo seguinte, 42 entradas em licenciaturas ou mestrados integrados na Região, através do regime geral de acesso. A relação é uma das mais baixas do País e consta do mais recente retrato do sistema educativo divulgado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), através da Pordata.

O trabalho, intitulado 'Do pré-escolar ao doutoramento: mais alunos, fortes assimetrias e desafios ao longo do percurso educativo', reúne os dados oficiais mais recentes e aponta para diferenças territoriais relevantes na transição entre níveis de ensino.

Na Madeira, foram contabilizadas 658 entradas em licenciaturas ou mestrados integrados no ano lectivo de 2024/25, pelo regime geral de acesso, perante 1.563 alunos que tinham concluído cursos gerais do secundário em 2023/24. A relação entre os dois valores é de 42%, colocando a Região no sétimo lugar entre as nove regiões consideradas, ou seja, com a terceira percentagem mais baixa.

O indicador, contudo, não corresponde à percentagem de finalistas madeirenses que prossegue estudos superiores, nem permite medir a capacidade de fixação desses alunos na Região. A tabela compara dois universos por território: entradas no ensino superior e conclusões do secundário. Não acompanha individualmente o percurso dos estudantes, nem identifica a proveniência dos alunos que ingressam nas instituições de ensino superior de cada região.

Esta distinção é particularmente importante para interpretar os números. A Grande Lisboa, por exemplo, contabilizou 19.582 entradas no ensino superior para 12.869 conclusões do secundário, atingindo 152%. O Centro chega aos 142%, enquanto o Norte apresenta 99%, Alentejo 84%, Algarve 67% e Península de Setúbal 59%. Abaixo da Madeira aparecem os Açores, com 41%, e Oeste e Vale do Tejo, com 36%.

A diferença é ainda mais acentuada nos Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP). A Madeira registou, em 2024/25, 184 entradas, através do concurso de acesso, perante 976 alunos que tinham concluído vias profissionalizantes do secundário no ano anterior. A relação é de apenas 19%, a segunda mais baixa entre as regiões analisadas, superior apenas aos 6% dos Açores.

Neste indicador, a média nacional chega aos 37%. O Centro lidera com 49%, seguindo-se Oeste e Vale do Tejo (47%), Península de Setúbal (41%), Norte (40%), Alentejo (36%), Algarve (27%) e Grande Lisboa (25%).

Os dados surgem num momento em que o ensino superior continua a crescer em Portugal. Em 2024/25 estavam inscritos 456.032 estudantes, mais 1,7% do que no ano anterior e mais 30% do que há uma década. Só nas licenciaturas estavam matriculados 283.206 alunos, aos quais se juntavam 86.302 em mestrados, 34.277 em mestrados integrados, 26.517 em doutoramentos e 23.253 em TeSP.

O retrato da FFMS/Pordata, baseado em dados da Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), evidencia assim fortes diferenças territoriais na relação entre a dimensão do ensino secundário e as entradas registadas no ensino superior.