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Madeira

Chega diz que reunião de Câmara deve discutir problemas concretos que funchalenses enfrentam diariamente

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O vereador do CHEGA na Câmara Municipal do Funchal, Luís Filipe Santos, considera que a reunião de Câmara de amanhã, 1 de Outubro, deve servir para discutir não apenas processos administrativos, mas sobretudo os problemas concretos que os funchalenses enfrentam todos os dias.

“Esta agenda acaba por mostrar dois Funchais. O Funchal dos regulamentos, dos processos e dos anúncios e o Funchal real, onde as pessoas circulam em estradas degradadas, apresentam pedidos de indemnização por danos nas suas viaturas e continuam à espera de respostas para problemas básicos", refere em nota à imprensa. 

Adianta que a própria agenda inclui pedidos de indemnização relacionados com uma tampa metálica num pavimento degradado na Rua da Conceição, dois casos de danos provocados por buracos em Santo António e outros pedidos relacionados com projecção de gravilha durante operações de limpeza.

“Quando uma Câmara chega ao ponto de discutir sucessivos pedidos de indemnização por carros danificados em consequência do estado da via pública, há uma pergunta muito simples que tem de ser feita. Não seria melhor reparar os problemas antes de serem os munícipes a pagar a conta e depois terem de pedir uma indemnização?", refere. 

Na habitação, a reunião inclui a adjudicação e aprovação da minuta do contrato da empreitada do Novo Conjunto Habitacional da Quinta das Freiras, com 71 fogos, matéria que Luís Filipe Santos considera particularmente relevante.

“Mais habitação para o Funchal é necessária. Se estão em causa 71 novas casas, quero que avancem. Mas o nosso dever enquanto oposição é acompanhar o processo, fiscalizar a aplicação do dinheiro público e exigir que aquilo que hoje está no papel se transforme efectivamente em casas para família", afirma.

Revela que a reunião discutirá ainda o projecto de Regulamento da Taxa Municipal Turística, que será submetido a consulta pública, e o início do procedimento para elaboração do Regulamento Municipal de Urbanização e Edificação.

Luís Filipe Santos defende uma oposição fiscalizadora, exigente e centrada nos problemas quotidianos da população.

“Eu não fui eleito para levantar a mão em silêncio. Fui eleito para perguntar, fiscalizar e exigir resultados. Quando uma proposta é boa para os funchalenses, terá o meu apoio. Quando existirem dúvidas, vou colocá-las. E quando achar que a Câmara está mais preocupada com anúncios do que com os problemas das pessoas, vou dizê-lo sem rodeios", diz. 

E conclui: "Menos propaganda, menos anúncios e mais obra feita. O Funchal não precisa de umaCâmara que explique os problemas. Precisa de uma Câmara que os resolva".